Zalazar "não está a 100%", o regresso "especial" a Espanha e a ambição de chegar às 'meias': a antevisão de Carlos Vicens

Treinador lançou o jogo com o Betis, da 2.ª mão dos quartos de final da Liga Europa

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Carlos Vicens no treino desta quarta-feira
Carlos Vicens no treino desta quarta-feira • Foto: Luís Vieira / Movephoto

Carlos Vicens, treinador do Sp. Braga, fez a antevisão ao jogo de quinta-feira frente ao Betis, em Sevilha, para a segunda mão dos quartos-de-final da Liga Europa. A conferência de imprensa do Sp. Braga foi acompanhada por três elementos da estrutura: Jaime Teixeira, Paulo Meneses e André Viana. 

Postura do Betis no arranque do jogo: "Vamos ver, o jogo terá momentos diferentes. É possível que tenhamos o Betis nos primeiros minutos a tentar golos, a jogar no seu campo e com tanta gente.  As energias do jogo vão mudando, temos de estar prontos para tudo, desde o início e teremos de ser capazes de nos sobrepor a tudo isso, de ir buscar o nosso jogo, atacar para criar lances de golo. O acerto nas áreas, a defender e a atacar, será determinante. Teremos de aproveitar os momentos que tivermos na área adversária".

Jogar em Espanha num jogo tão importante 10 anos depois de deixar o país: "É especial para mim. Com a ambição e motivação de chegar às meias-finais, é especial. A minha família está um pouco longe, não pode vir, mas algum amigo virá. É especial, não nego, mas a preparação não foi diferente dos outros, os processos e rotinas são os mesmos."

Zalazar: "Não está a 100%, fez o processo recuperação, tem uma sessão e meia completa com a equipa, mais umas no campo, ele tem uma ambição tremenda para ajudar a equipa, decidimos trazê-lo pois pode trazer um suporte emocional importante. Amanhã decidiremos se está no banco ou se está fora, como nos pode ajudar, é uma lesão complexa, não podemos dizer que esteja a 100%."

Oportunidades: "Vamos jogar para tentar ter ocasiões de golo. O que fará o rival, vamos ver. O Betis terá a mesma ambição que nós de passar, terão de marcar golos. Espero um jogo de momentos, uns em que eles se imponham e teremos de ser equipa, competitivos, agressivos na maneira de pressionar, e defender na nossa área, e outros em que - e tentaremos que sejam o máximo possível -  possamos impor-nos e aproximar da área e gerar oportunidades e que o acerto seja elevado. Oferecer a melhor versão e dar tudo para conseguir ganhar."

Vitória em Sevilha em 2010/11: "Não há responsabilidade extra. Quando és treinador do Sp. Braga, há a pressão de ganhar todos os jogos e não é diferente o jogo de amanhã em relação ao de Arouca, apesar de cenário e competição serem diferentes. Amanhã é um jogo que dá acesso às meias-finais se vencermos, mas a pressão de vencer como treinador existe em todos os jogos."

Sequência de resultados de Pellegrini na La Liga: "Ele é uma instituição no clube e no mudo do futebol, pela trajetória de tantos anos e sempre tão bem em tantos clubes diferentes. Esta má sequência na liga… se está em 5º lugar e é porque ganhou direito a isso."

Mais responsabilidade do Betis? "O que sei é a responsabilidade que temos e sentimos, que é mais motivação e ambição de chegar às meias do que responsabilidade. Responsabilidade há sempre que representas o Sp. Braga, pela dimensão da instituição. Focar o jogo com esta energia para fazer um grande jogo".

Energia positiva: "Temos o objetivo grande de vir à Cartuja para tentar chegar às meias, o processo levou-nos que meses depois, com muitos jogos, estejamos em Sevilha num jogo de ganhar. Muita energia positiva, não somos ingénuos, será de dificuldade grande. O que há é muita energia e muito foco."

Isco: "Tem muito tempo sem jogar, foi de viagem a Braga, imagino que esteja perto de voltar a ter minutos. Isco estando bem é diferenciado, de altíssimo nível, não sei em que condições está. Temos de corrigir coisas que vimos na 1.ª mão que temos de ser melhores, que saibamos impor-nos no campo rival e ser uma equipa ambiciosa, competitiva."

Estratégia: "Jogámos de diferentes maneiras na época, com muitos jogos, com os dois perfis exteriores. Variámos nos corredores. Zalazar não está 100% para iniciar um jogo, está com muitas ganas, mas se o trouxemos não é para ele vir de turismo, ele traz energia, experiência e amanhã decidimos como está."

Época longa: "Uma época onde chegámos, uma equipa técnica estrangeira, a um clube de alta exigência que luta sempre por crescer como clube no panorama nacional e internacional. A pressão de vencer existe em todos os jogos, tivemos de eliminatórias para entrar na Liga Europa, neste processo teve um impasse onde perdemos pontos na Liga, a equipa desde outubro é muito reconhecida pelo que faz, os jogadores entenderam tudo o que pretendíamos. Não digo que seja piloto automático, mas desde há muito tempo sabe bem o que tem de fazer. O projeto desportivo tem margem de melhoria no futuro e é nisto que também já estamos a pensar."

Quem passar será favorito a chegar à final? "Quando chegas aos quartos, todos são de alto nível, sabemos da qualidade do Betis, mas também de todos os outros. Queremos valorizar também a nossa equipa. E tendo um tal de Unai Emery é difícil dizer que outro clube seja favorito..."

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