Para poder usar esta funcionalidade deverá efectuar login.
Caso não esteja registado no site do Record, efectue o seu registo gratuito.
O leão não chegou a sofrer mas teve de ser muito sereno para somar os três pontos...
Não foi uma exibição brilhante, com vitória expressiva e manifestação de superioridade indiscutível; deu para fazer a festa no fim mas não chegou para empolgar as bancadas e alimentar a exigência estética de uma plateia que se habituou a ver grandes e surpreendentes espetáculos e que está grata a uma equipa que cresceu muito para lá do que seria de esperar. Mas foi uma vitória segura, assente em solidariedade, motivação, sentido de representação e inteligência, construída à força de uma ideia e de um estado de espírito sereno e confiante que fez a equipa afirmar-se e superar as dificuldades levantadas por adversário que vendeu cara a derrota até ao derradeiro minuto.
Consulte o direto do encontro.
Relacionadas
Depois de uma primeira parte equilibrada, o Sporting iniciou a vitória aos 48 minutos, isto é, com três minutos decorridos após o intervalo. O segundo tempo foi lançado em bases diferentes: o leão partiu à frente do marcador mas sentiu mais dificuldades em suster a dinâmica vimaranense. Até final, e essa é a última imagem do jogo, aquela que fica, o jogo estendeu-se para as duas balizas, tornou-se emocionante e levantou toda a espécie de incertezas – uma equipa serena a vencer e a outra mais destemida a lutar contra o tempo e a desvantagem.
Equilíbrio
Desde o primeiro minuto que o Sporting geriu as operações com autoridade, mesmo nos momentos em que não teve a bola; a equipa conseguiu mandar no jogo indiferente ao empertigamento do adversário e aos primeiros sinais de desinspiração que obstavam à criação de qualquer lance de aproximação à baliza ou a alguma iniciativa individual para desbaratar a muralha vimaranense. Os leões deixaram passar o tempo com a segurança de quem não permitiu ao Vitória qualquer oportunidade de golo e de levar, periodicamente, alguns lances de perigo (não muitos) junto à baliza de Douglas.
Sem ter sido brilhante, o Sporting foi uma equipa segura, que soube utilizar a velocidade e seus derivados (aceleração e travagem) sem revelar sintomas da pressa que chama a ansiedade e os erros mais desastrosos. Muito menos se desorientou perante as dificuldades causadas por um antagonista empenhado, muito faltoso (17 faltas em 45 minutos, oito à passagem do quarto de hora) e que se manteve impávido e sereno perante a situação do jogo. O V. Guimarães foi, desde o primeiro momento, uma formação unida, solidária, inteligente e dura a defender, revelando enorme segurança na posse, embora lhe tenha faltado saída para as costas da defesa leonina.
Muda o jogo
Leonardo Jardim teve na segurança de William, no virtuosismo (mesmo que intermitente) de Carlos Mané e nas subidas dos dois laterais (sobretudo Jefferson) os elementos mais influentes do seu futebol, ao qual Slimani não deu saída, Adrien faltou com a habitual clarividência e os dois extremos (Heldon e Capel) com as soluções que costumam encontrar a partir das linhas ou mesmo no espaço interior quando recebem o apoio vindo de trás.
A segunda metade começou praticamente com o golo de Rojo e a grande verdade é que esse passo decisivo para a vitória leonina acabou por dar ao jogo uma feição diferente. Se até então tinha imperado a racionalização no modo como as equipas interpretaram as contingências do jogo, a partir dessa altura, muito por responsabilidade dos vimaranenses, entrou-se numa fase mais interessante, com os lances de perigo potencial a serem criados junto a uma e outra balizas. O golo de Rojo levou o V. Guimarães a subir as linhas, a pressionar mais à frente e a tornar-se mais incisivo com a bola. O Sporting encontrou por fim o espaço que lhe faltou nas costas da defesa contrária, razão pela qual houve uma altura em que tudo podia acontecer.
No final, fica a certeza de que o Sporting não foi brilhante. Porém, é mais justo salientar que construiu a vitória à força de competência indiscutível e que, sem ter chegado ao ponto de sofrer, provou que vencer sem jogar bem também é coisa de grandes equipas.
Árbitro do encontro: Nuno Almeida (nota 1)
Arbitragem ingrata, porque para lá da má condução do jogo ainda somou erros grosseiros. Mesmo querendo deixar jogar assinalou um total de 44 faltas, o que é sempre de lastimar. Depois teve erros pontuais graves: perdoou a expulsão de Slimani, anulou mal um golo a Montero e ainda mostrou amarelo a Rojo quando o argentino nem falta fez.
NOTA TÉCNICA
Leonardo Jardim. A insistência na aposta em Carlos Mané deu resultado. Soube arriscar (Montero e Slimani juntos) e segurar (André Martins rendeu o argelino). (3)
Rui Vitória. Montou equipa sempre segura e atrevida no final. O meio-campo, em certo fase, dominou as operações. As substituições melhoraram a equipa (3)
Quatro dos prováveis titulares nem sequer entraram frente ao Santa Clara, enquanto outro deverá mudar de funções
Gunners saíram de cena após derrota (1-2) na casa do Southampton, mas sueco atingiu número redondo e... pró-leões
Dragões empataram, deixaram os leões aproximarem-se... e distância ainda pode ficar mais curta
Tiago Gonçalves orientou o avançado do Sporting na transição do Benfica Campus para a Academia de Alcochete
Antigo jogador investigado por fuga aos impostos
Jovem do Corinthians está a participar na competição em Portugal com um selecionado do Brasil
Ítalo-argentino apelida o técnico como um "maníaco da linha de fora de jogo"
Lateral esquerdo foi apresentado no Forte Virtus, do terceiro escalão