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07 abril

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Adrien implacável dos 11 metros

Tendência clara do médio é rematar para a sua esquerda...

Adrien implacável dos 11 metros
Adrien implacável dos 11 metros • Foto: Miguel Barreira

Catorze penáltis convertidos em 15 tentados e uma eficácia a rondar os 93%. É esta a folha de serviços de Adrien Silva na cobrança de penáltis, um histórico revisto e aumentado domingo contra o Marítimo, numa vitória que representou um passo de gigante do Sporting rumo à Champions – a fazer lembrar o jogo no Restelo, em abril de 2014.

A única vez que o médio, de 26 anos, não foi coroado de sucesso quando chamado a executar este tipo de lance, no trajeto profissional, aconteceu a 11 de maio do ano passado, em Alvalade, frente ao Estoril de Marco Silva, na última jornada da Liga. A exceção que confirma a regra, de êxito quase absoluto, não ficou a dever-se a demérito próprio, pois Adrien direcionou corretamente o remate, mas sim à inspiração de Vagner, que adivinhou a trajetória da bola, estirou-se e defendeu.

Antes e depois desse momento, o luso-francês nunca vacilou. E, sem abdicar do remate de pé direito, que o caracteriza, criou um estilo e uma tendência clara: bateu 11 dos 15 castigos máximos da carreira para a sua esquerda (como aquele que Vagner parou), somente em quatro ocasiões preferiu atirar para o lado contrário e jamais procurou o centro da baliza. Os pontapés foram invariavelmente rasteiros ou a meia altura, com a bola colocada e a tocar as malhas laterais, tanto assim que, além do guarda-redes do Estoril, apenas Coelho (Penafiel) e Kieszek (V. Setúbal) ameaçaram verdadeiramente diminuir-lhe o currículo. De resto – e no Caldeirão reforçou esta estatística –, transformou 10 grandes penalidades fora de casa e quatro em Alvalade (onde desperdiçou uma).

Hierarquia

O arranque da presente campanha ficou assinalado pelo episódio que envolveu Nani frente ao Arouca, mas o estatuto de Adrien foi de imediato reafirmado por Marco Silva. A colheita baixou de oito golos de penálti em 2013/14 para três em 2014/15 mas a eficácia, essa, mantém-se.

Antes e depois de... Aveiro

Os primeiros ensaios de Adrien Silva da marca dos 11 metros ocorreram ainda na Académica, em 2011/12: duas tentativas, dois golos, com estreia no Estádio 25 de Abril, em Penafiel, e epílogo no José Arcanjo, em Olhão. De regresso ao Sporting, em 2012/13, encontrou Van Wolfswinkel no topo da hierarquia e, depois de três falhanços seguidos do holandês, uma rotatividade que só o contemplou no fim do campeonato, em Aveiro, com o Beira-Mar. O internacional português aproveitou a oportunidade e, em 2013/14, com Leonardo Jardim, assumiu por inteiro a responsabilidade. Dos 12 penáltis favoráveis ao Sporting durante essa temporada, Adrien cobrou nove e capitalizou oito, sete deles na Liga (o melhor registo dos leões na prova, desde os 15 de Jardel, em 2001/02).

Mudar baixou aproveitamento

A eficácia na marca dos 11 metros diminui quando a bola não é batida por Adrien. Esta temporada tal situação já se verificou em seis ocasiões, ou porque o médio não estava em campo ou porque Nani queria estrear-se com um golo após o regresso a Alvalade. Foi na segunda jornada, frente ao Arouca, quando o internacional português "roubou" a bola ao camisola 23 e partiu decidido para o esférico que… Goicoechea segurou! O mesmo sucedeu com Montero, no jogo da Taça de Portugal, frente ao Famalicão. O colombiano tentou enganar Vítor Murta, mas o guardião não lho permitiu. Ou seja, em seis oportunidades não transformadas por Adrien, apenas quatro resultaram em golo. Tanaka, por duas vezes, André Martins e Nani imitaram o companheiro na arte de converter grandes penalidades.

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