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Administrador-executivo da SAD denuncia falhas organizativas graves à data da chegada da atual gestão em 2018
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Na segunda parte da entrevista à Sporting TV, transmitida esta noite, André Bernardo revelou que existiam graves problemas internos de organização quando a gestão de Frederico Varandas chegou ao clube em 2018.
"Alguns funcionários faziam um paralelismo do Sporting com a ‘Casa de Papel’, pela quantidade de processos manuais. Outros diziam que o Sporting parecia estar na era dos Flintstones, na idade da pedra. A equipa de tecnologias de informação era constituída por seis pessoas que reportavam ao diretor de segurança, algo que eu nunca vi em nenhuma empresa. O data center não tinha câmaras de vigilância porque não eram pagas. O acesso era feito por chave. Descobrimos, inclusivamente, que funcionários que saíram do Sporting tinham a chave; agora o acesso é biométrico", contou o administrador-executivo da SAD, antes de prosseguir: "Não havia um segundo ar condicionado. Não havia sensores térmicos nem de inundação. Eu sei que este não é propriamente o discurso mais sexy, porque não tem a ver com o âmbito desportivo, mas um problema num data center tem consequências catastróficas na continuidade de negócio do Sporting ou de qualquer outra organização. Significaria que os sócios não podiam pagar quotas, não podiam abrir os torniquetes, um descalabro", dramatizou.
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André Bernardo garante que alguns desses aspetos já foram corrigidos. "Já simplificámos e automatizámos. Já dei este exemplo: não vale a pena querer pôr o motor de um Ferrari no chassis de um Fiat Punto. Não aproveitámos o motor do Ferrari e damos cabo do Fiat Punto. Temos de construir esta base para depois, sim, conseguir fazer o resto", salienta.
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