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15 abril

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Assim é grande mentira

Equipa de Vasco Santos, desastrada, penalizou leões e estragou o espectáculo...

Assim é grande mentira
Assim é grande mentira • Foto: Paulo Calado

O Sporting comprometeu em definitivo as suas aspirações ao título (se é que as tinha, obviamente) ao empatar em Setúbal num jogo que foi espetacular mas que ficou manchado por sucessivos erros graves da equipa de arbitragem. O que teria acontecido com outro árbitro, não poderemos saber. Agora o que todos sabem é que aquilo que se passou no relvado, em resultado de intervenções do árbitro, estragou o que de bom os jogadores construíram.

Consulte o direto do encontro.

Se dedicarmos grande parte desta crónica ao chorrilho de asneiras que Vasco Santos e a sua equipa cometeram, pouco poderá sobrar para o resto. E resto foi muito, pelo que não merece ficar para segundo plano.

Arrumemos então a questão da arbitragem (que merecerá análise mais detalhada noutros espaços deste jornal) com uma sentença clara: Vasco Santos teve exibição catastrófica com influência direta no resultado.

É importante, contudo, esclarecer que, apesar de os erros de arbitragem terem provocado maior prejuízo ao Sporting (marcou um golo limpo que foi anulado, não há falta que justifique o penálti que dá o 2-2 ao V. Setúbal e ainda ficou por assinalar uma grande penalidade por carga sobre Slimani), é justo que se diga que em “jogo jogado” os sadinos equivaleram-se aos leões.

Chave

Foi um jogo intenso, de fortes emoções, dividido no protagonismo das duas equipas (perdão, das três…) e sempre aberto no marcador. Neste particular, podem assacar-se responsabilidades ao Sporting, que teve a oportunidade de fazer o 2-0 logo no início da 2.ª parte (cabeça de Slimani a canto de Adrien). Desperdiçou essa chance e pouco depois perdeu a magra diferença que tinha, fazendo renascer o Vitória no jogo.

Esse terá sido um momento-chave, pois o Sporting, mesmo depois de lançar em campo tudo aquilo que tinha no banco para tentar ganhar, viveu sempre em constante sobressalto (Horta, Zequinha e Tiba foram ameaças constantes) e nunca foi suficientemente poderoso para “agredir” o seu adversário e pô-lo KO.

É certo que chegou ao 2-1 e sofreu o empate num penálti fantasma, mas o facto de não ter capacidade para controlar em absoluto o pouco que o separava do fim do jogo deixou-o exposto a uma situação... incontrolável e penalizadora.

Arma secreta

Jardim provocou meia surpresa ao deixar Montero e André Martins no banco. Apenas meia porque, na verdade, o que Slimani tem feito (tal como fez ontem outra vez) justificava a titularidade do argelino. A influência de Magrão teve sobretudo reflexos no posicionamento de Adrien, que pisou os terrenos que habitualmente são de Martins.

Slimani correspondeu (o seu jogo de cabeça é temível), mas Jardim perdeu a arma secreta. Talvez esperasse que Montero assumisse esse papel quando o lançou pouco depois do 1-1, mas o colombiano só encheu de suspense o Bonfim com um chapéu que... saiu ao lado.

Muito suspense criou o Vitória

E do princípio ao fim. A equipa de Couceiro esteve por cima do jogo durante a primeira meia hora. Com extremos rapidíssimos e um meio-campo tão seguro quanto versátil, os sadinos foram acutilantes e rematadores e só quebraram em momentos em que o Sporting se impôs no jogo. Mas o Vitória esteve sempre inconformado, agitado e... vivo.

Sim, se é um facto que o Sporting teve a vitória à mão de semear, a verdade é que nunca teve o Vitória na mão. E esse é o grande mérito dos sadinos que os levou a poderem discutir o jogo até ao fim. Mesmo que o jogo tenha tido aquele triste fim...

NOTA TÉCNICA

José Couceiro. Armou a equipa para bloquear os corredores, ter capacidade para discutir o meio-campo e iniciativa através dos extremos. O plano resultou (3).

Leonardo Jardim. Aposta em Slimani foi acertada, a de Magrão nem tanto. Com Adrien nos terrenos em que se sente confortável, Sporting foi mais senhor do jogo (3).

Árbitro do jogo: Vasco Santos (nota 1)

Ficar associado diretamente ao resultado é o pior que pode acontecer a um árbitro. Nalgumas decisões (como, por exemplo, o fora-de-jogo tirado a Adrien em lance que deu golo) seguiu apenas as indicações que os assistentes lhe deram, mas a maioria destas são da sua responsabilidade. O caso mais grave é obviamente o penálti que determinou o golo do empate. Um desnorte completo.

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