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15 abril

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Augusto Inácio e jogo com o Arsenal: «Sporting não se destapou muito...»

Ex-jogador e treinador diz que leões necessitam de outra agressividade ofensiva na visita ao Emirates

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Luis Suárez disputa a bola no Sporting-Arsenal
Luis Suárez disputa a bola no Sporting-Arsenal • Foto: AP

O Sporting necessita de outra agressividade ofensiva na visita ao Arsenal, na quarta-feira, para inverter a desvantagem tangencial nos quartos de final da Liga dos Campeões, deseja o ex-futebolista, treinador e dirigente 'verde e branco' Augusto Inácio.

"De cada vez que apanhar uma perda de bola do Arsenal, o Sporting não pode demorar a atacar, nem jogar para o lado ou para trás, senão dá oportunidade ao adversário para se organizar defensivamente. Já se percebeu que, quando é para defender, o Arsenal fá-lo com 11 e todos ficam atrás da linha da bola", reconheceu à agência Lusa o antigo defesa esquerdo internacional português, de 71 anos, que jogou nos leões entre 1974 e 1982 e levou-os em 1999/00 ao primeiro título de campeão em 18 anos.

Arsenal, líder isolado da Premier League e vencedor da fase de liga da Liga dos Campeões, e Sporting reencontram-se na quarta-feira, às 20H, no Estádio Emirates, em Londres, oito dias depois de os ingleses terem vencido na primeira mão (1-0), em Lisboa, com um golo do suplente alemão Kai Havertz já no período de compensação, aos 90+1 minutos.

"Foi um jogo dividido e com alternâncias. Não se pode dizer que o Arsenal tenha sido uma equipa avassaladora e com grandes oportunidades. Foi calculista, cínica e jogou para o resultado da segunda mão. O Sporting também não se destapou muito, sob pena de ser surpreendido, e jogou naquela de tentar marcar um golo, mas também de não sofrer", analisou.

O Sporting tinha o Faye, mas parece que Rui Borges não acredita muito nele para aquele tipo de jogo. Quem é que ele tinha para, pelo menos, dar mais frescura?
Augusto Inácio

Os leões não conseguiram manter as séries de 20 partidas sem perder em casa nas diversas provas e de 17 vitórias nessa condição - duas incluíram prolongamento, mas só uma depois de ter havido empate nos 90 minutos.

"Estou convicto de que a primeira parte deste segundo jogo vai ser dentro do tom que se viu em Lisboa. Não estou a ver o Arsenal a expor-se muito, porque sabe que o Sporting é perigoso no contragolpe. Se o Sporting tiver de correr alguns riscos enquanto estiver 0-0, vai ser só no segundo tempo", antecipou Augusto Inácio, totalista no primeiro de dois triunfos leoninos em Inglaterra nas competições europeias, frente ao Southampton (4-2), em 1981/82, na abertura da segunda ronda da então designada Taça UEFA.

Satisfeito pela "concentração defensiva" do Sporting nos lances de bola parada, que têm rendido vários golos ao Arsenal, o ex-lateral valorizou a forma como a equipa treinada por Rui Borges retirou profundidade a Viktor Gyökeres, no reencontro do avançado sueco com os bicampeões portugueses, após 97 tentos em 102 embates nas últimas duas épocas.

"Geny Catamo e Iván Fresneda estiveram excelentes em termos táticos e isso fez com que Gyökeres ficasse 'entalado' entre [os centrais] Gonçalo Inácio e, principalmente, Ousmane Diomande, que o marcou, não lhe deu qualquer hipótese e jogou limpinho. O Arsenal foi mais perigoso no lado direito, com o pé esquerdo do Noni Madueke, que jogou em vez do Bukayo Saka, mas o Sporting teve consistência a defender", enquadrou.

O marcador foi desbloqueado num lance entre o brasileiro Gabriel Martinelli e Havertz, dois dos três suplentes lançados nos 20 minutos finais pelo técnico espanhol Mikel Arteta, atestando os "argumentos de qualidade" do Arsenal para modificar o cariz dos desafios a partir do banco.

"O Sporting tinha o Souleymane Faye, mas parece que o Rui Borges não acredita muito nele para aquele tipo de jogo. Quem é que ele tinha para, pelo menos, dar mais frescura? Acho que o Sporting perde por estar mais desgastado. O adversário colocou gente de grande qualidade e fisicamente disponível e os jogadores do Sporting não tiveram reação nesse passe do Martinelli. O banco marcou a diferença a favor do Arsenal", admitiu Augusto Inácio.

Ausente na primeira mão por suspensão, o médio dinamarquês e capitão Morten Hjulmand regressará às opções do Sporting, que já igualou o seu melhor desempenho de sempre na principal prova de clubes da UEFA, 43 anos depois da única chegada aos 'quartos' da então denominada Taça dos Campeões Europeus, e é o único representante português ainda em ação.

"É um jogador de equilíbrios e complementa-se muito bem com Hidemasa Morita, sendo mais cerebral, frio e posicional que João Simões, que não jogou mal [a titular no encontro inicial da eliminatória]. É evidente que Hjulmand faz sempre falta a qualquer equipa, mas não é por estar disponível que o Sporting passa a ter mais possibilidades de ganhar", terminou.

Se passar às 'meias', cenário jamais alcançado por um clube português desde a conquista da Liga dos Campeões pelo FC Porto em 2003/04, o Sporting vai enfrentar os espanhóis do Barcelona ou do Atlético Madrid, numa eliminatória favorável, para já, aos 'colchoneros' (2-0 em Nou Camp).

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