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Peruano invoca passado irrepreensível e mais de 150 jogos de leão ao peito. Está pronto para cumprir contrato e não quer continuar de fora
André Carrillo regressou ontem a Lisboa, após ter participado em dois jogos da seleção do Peru, para ultimar a resposta à nota de culpa do processo disciplinar que lhe foi instaurado pela SAD do Sporting. O extremo peruano viajou acompanhado do seu empresário, Elio Casareto. Ao final da tarde, ambos reuniram-se com o advogado Mário Paiva, por forma a reverem em detalhe os argumentos que vão apresentar hoje em Alvalade, último dia útil dos 10 legalmente previstos para o efeito, tendo em conta que a notificação lhe foi entregue a 3 de outubro.
Carrillo acredita que não há provas que fundamentem as acusações que lhe são imputadas, pois entende que o procedimento está mais centrado em atos do agente Elio Casareto do que em si próprio, e é nessa perspetiva que deseja basear a sua defesa, invocando, além disso, um passado profissional que considera irrepreensível e mais de 150 jogos de leão ao peito.
Depois de Carrillo entregar a resposta à nota de culpa, a iniciativa ficará do lado do Sporting. O dossiê terá de ser concluído 30 dias após a última diligência probatória. A hipótese de despedimento por justa causa está fora de hipótese. Suspensão sem salário e multa (até ao máximo de 30 dias por cada infração provada) são sanções possíveis, se entretanto as partes não chegarem a acordo.
Tudo na mesma
Apesar de uma declaração de circunstância de Carrillo, ontem, na chegada a Lisboa, apontar no sentido de ainda existirem possibilidades de renovar contrato, a verdade é que, apurou Record junto de fonte próxima do jogador, nada se alterou na tendência do braço de ferro que dura há meses e se radicalizou nas últimas semanas. O camisola 18 nunca fechou inteiramente a porta da renovação mas o sentimento de ‘chantagem’ de que se sentiu alvo em determinados momentos foi tornando o entendimento cada vez mais difícil, ao ponto de ter desembocado num processo disciplinar que alimentou a desconfiança.
Uma trégua que permita a La Culebra jogar até ao final da época não estará de todo descartada, mas depende mais do Sporting. Isto porque, no que respeita a Carrillo, a disponibilidade para voltar a competir é total. O peruano não quer continuar na bancada por algo que atribui a uma decisão administrativa e não a questões técnicas ou disciplinares. Em qualquer dos casos, Carrillo está preparado para tudo, incluindo para cumprir o seu contrato.
Ponto de situação
Carrillo está suspenso e proibido de frequentar as instalações do Sporting desde 3 de outubro, data em que foi notificado do processo disciplinar
O extremo ausentou-se entretanto do país e esteve ao serviço da seleção do Peru, tendo participado nos jogos contra a Colômbia e o Chile. La Culebra não competia de leão ao peito desde 13 de setembro
Lesionado no tornozelo esquerdo (e por isso autorizado a fazer tratamentos na Academia), o camisola 18 voltou ontem a Lisboa acompanhado do empresário, Elio Casareto. Hoje entrega a resposta à nota de culpa, em Alvalade
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