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07 abril

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Carrillo responde à altura do desafio

La Culebra não é titular desde 9 de novembro, na receção ao Paços de Ferreira...

Carrillo responde à altura do desafio
Carrillo responde à altura do desafio • Foto: Vítor Chi

Até ao jogo com o Paços de Ferreira, no início de novembro, André Carrillo só não tinha sido titular em duas ocasiões. Desde essa data para cá, o peruano leva quatro partidas consecutivas como suplente.

A fronteira é clara e marca um antes e depois na época do extremo, que no último mês perdeu espaço para Carlos Mané. Assim, contra o Sp. Espinho Carrillo não chegou a sair do banco – tinha viajado diretamente de Lima para o estágio! Frente a Maribor, V. Setúbal e Boavista, o camisola 18 começou como suplente e foi lançado no decorrer das partidas.

A hora de La Culebra parecia, pois, ainda que temporariamente, ter passado. E, diga-se, por mérito de Mané, que aproveitou as oportunidades.

O jogo com o Boavista, porém, funcionou como um grito de revolta para o sul-americano. Carrillo provou por A+B – leia-se, por um golo mais duas assistências (Mané e João Mário) – que não está conformado com o papel secundário que lhe vinha sendo reservado.

O azar de Nani pode, por isso, ser a sua sorte. E, pela exibição no Bessa, a melhor e mais completa como jogador do Sporting, o novo “Furacão dos Andes” já deu sinais de que não irá acusar a responsabilidade, se for chamado à equipa titular, na vaga do internacional português.

Aposta

Desde que chegou a Alvalade, a tempo do segundo embate oficial da época, Nani tornou-se indiscutível nas opções de Marco Silva. De tal maneira que, antes da troca forçada diante do Boavista, apenas tinha sido substituído precisamente na estreia (Arouca), sendo preterido de uma convocatória somente na ronda da Taça com o Sp. Espinho.

Não obstante este domínio absoluto de Nani, Carrillo manteve presença frequente nas escolhas, ganhando a corrida e Diego Capel e Carlos Mané, salvo neste recente ciclo de jogos, devido ao rendimento de Mané e a uma ligeira quebra de forma associada ao desgaste decorrente dos compromissos na seleção do Peru. A fulgurante demonstração de qualidade no sintético do Bessa e as dúvidas em torno de Nani prometem reabrir-lhe as portas do onze perante o Chelsea, na quarta-feira, em Londres.

Porto

Nos derradeiros jogos do Sporting na Champions (Maribor e Schalke 04), Carrillo foi suplente, em favor de Mané. Na receção aos blues, no final de setembro, La Culebra fez parte da equipa titular. A lesão de Nani será, agora, o argumento mais forte a puxá-lo de regresso à primeira linha, mas apenas porque... deu resposta à altura com o Boavista. Depois de um jejum de golos que durava desde 18 de outubro, no Dragão, Carrillo apontou o quinto da temporada (outra vez no Porto) e reclamou o protagonismo perdido.

Juan Seminário apontou o caminho

Juan Seminário tem sido espectador atento do percurso do compatriota. Tanto assim que, por altura da presença do Sporting no troféu Teresa Herrera, o antigo craque leonino (1959 a 1961) não tinha dúvidas em afirmar que o futuro do extremo teria de passar por uma maior agressividade no ataque. “Eu jogava na posição dele mas ia pelo meio, procurava zonas interiores e fazia golos. Carrillo tem condições para os fazer. Tem de entrar na área e arriscar”, dizia Seminário a Record, em agosto. Quatro meses depois, Carrillo leva cinco golos, um recorde com a camisola verde e branca. E promete não parar por aqui.

Exibição de luxo num dia com significado

Há coincidências felizes e aquela que André Carrillo protagonizou na sexta-feira é um desses casos. Ditou o acaso que o peruano fizesse a melhor exibição desde que se tornou jogador do Sporting, em 2011, precisamente cinco anos depois de ter feito o primeiro jogo da carreira como futebolista sénior. Foi a 5 de dezembro de 2009, no encontro que opôs o seu antigo clube, o Alianza Lima, à Universidad César Vallejo, no Estadio Alejandro Villanueva, na 14.ª jornada da segunda fase do Torneo Descentralizado. Carrillo, então com 18 anos, foi lançado pelo treinador Gustavo Costas, aos 75 minutos, para a vaga de Roberto Ovelar. No Bessa, cinco anos exatos após a estreia, La Culebra atuou a um nível nunca antes visto em Portugal.

NÚMEROS

5 - Os golos do camisola 18 na corrente temporada, um recorde pessoal no Sporting. Antes do Boavista, Carrillo não marcava desde 18 de outubro, no Dragão, ao FC Porto. Até esse jogo faturou contra Académica, Belenenses e Gil Vicente

128 - Os jogos do peruano de leão ao peito (86 na Liga), com a quarta época no clube a decorrer. Só Rui Patrício, Adrien Silva e Capel têm mais presenças na equipa do que Carrillo (e o espanhol está a apenas dois encontros de distância)

2016 - O último ano do contrato que liga o extremo ao Sporting (desde 2011) e que está blindado por uma cláusula de 30 milhões de euros. A renovação é considerado tema prioritário na SAD, que pretende oferecer a La Culebra um novo compromisso, válido até 2019

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