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Antigo defesa do Sporting assume que foi vítima de racismo e violência no futebol
Numa extensa entrevista ao UOL Esporte César Prates recorda alguns momentos da carreira no futebol europeu onde, além do Sporting, representou ainda Real Madrid, Galatasaray, Livorno e Chievo.
O antigo defesa brasileiro assume que passou "pelas piores coisas no futebol" e lembra um episódio em que foi vítima de racismo ao serviço do Sporting num jogo da Liga dos Campeões, mas garante que sempre desvalorizou os insultos e conseguia concentrar-se apenas no jogo.
"Fomos jogar à Alemanha para a Liga dos Campeões [em setembro de 2000, frente ao Bayer Leverkusen] e chamaram-me 'negro do diabo'. Primeiro, eu sou negro e tenho orgulho de ser negro, mas não me senti ferido com isso", conta o antigo jogador dos leões.
"Houve um momento em que peguei na bola, cuspiram-me e gozaram comigo. Eu lembrei-me que Jesus também passou por aquilo e para mim era motivo de honra ser cuspido (risos). O que eles queriam é que eu perdesse o foco, o rendimento, queriam bloquear-me. Mas eu era muito focado e o meu nível de concentração era muito grande", justifica.
César Prates abordou também um episódio que viveu em Itália quando estava ao serviço do Livorno.
"Estávamos a jogar contra a Lazio no Olímpico de Roma com mais de 60 mil pessoas. Sempre que eu ia tocar na bola o estádio fazia sons de macaco. Nunca atirei a bola contra os adeptos nem nunca mandei calar ninguém. Um dia disseram-me que não ia chegar a lado nenhum, mas aprendi a canalizar tudo para crescer em momentos de adversidade. Naquele jogo estávamos com um jogador a meno, eu fui o melhor jogador em campo e ganhámos na casa da Lazio mesmo com toda aquela hostilização", recorda o antigo lateral-direito, que também passou por momentos de violência física na Turquia. "Pelo Galatasaray fomos a casa de uma equipa mais pequena. Há um lance em que eu tinha a bola junto à lateral para um lançamento, quando uma garrafa e uma pedra me acertam na mão e comecei a sangrar. Mas não me escondi...".
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