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Polícia Judiciária desmantelou esta terça-feira associação que praticava crimes de ódio e deteve 37 suspeitos
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A direção da Juventude Leonina demarca-se de qualquer ligação da claque à operação “Irmandade”, levada a cabo esta terça-feira pela Polícia Judiciária, através da Unidade Nacional de Contraterrorismo.
“A Juventude Leonina vem por este meio afastar-se de forma total, clara e inequívoca de qualquer referência, ligacão ou envolvimento na operacão policial hoje noticiada, bem como de quaisquer grupos, indivíduos ou movimentos extremistas nela mencionados. É falso que membros do denominado grupo 1143 façam parte da Juventude Leonina. Não pertencem e nunca pertencerão à Juventude Leonina”, garante a claque do Sporting em comunicado, partilhado nas redes sociais.
A PJ anunciou esta terça-feira o desmantelamento de uma associação que praticava “crimes de discriminação e incitamento ao ódio e à violência, ameaça e coação agravadas, ofensas à integridade física qualificada e detenção de armas proibidas”, na sequência de uma “vasta operação policial que decorreu em todo o país” e “na qual foram detidos 37 suspeitos com vastos antecedentes criminais e com ligações a grupos de ódio internacionais.”
De acordo com o Correio da Manhã, “alguns dos visados” terão ligações aos Super Dragões e à Juventude Leonina. Os responsáveis deste grupo organizado de adeptos, porém, distanciam-se da operação da PJ e de quaisquer movimentos de extrema-direita.
“A Juventude Leonina é, desde há muitos anos, uma claque onde não existe espaço para o ódio, para a discriminação ou para ideologias extremistas. O racismo foi expulso da nossa bancada há muito tempo, por decisão firme e clara do nosso líder, Mustafá, e essa posição mantém-se hoje com a mesma força e convicção. No Setor A14 e na Juventude Leonina, a única ‘política extrema’ que existe é o extremo amor ao Sporting Clube de Portugal, vivido com paixão, respeito e união entre todos, independentemente da origem, cor ou religião! A Juventude Leonina repudia veementemente qualquer tentativa de associação do seu nome a práticas criminosas, racistas ou violentas e continuará a defender os valores que sempre a definiram: Sporting, União e Liberdade!”, conclui a claque em comunicado.
Segundo os dados revelados hoje pela Polícia Judiciária, além dos 37 detidos, a operação “Irmandade” resultou em “mais 15 arguidos”, tendo sido “realizadas 65 buscas domiciliárias e não domiciliárias”, envolvendo “cerca de 300 elementos de diversas unidades da PJ.”
“Os detidos, com idades compreendidas entre os 30 e os 54 anos, adotavam e difundiam a ideologia nazi, inerente à cultura nacional-socialista e extrema-direita radical e violenta, agindo por motivos racistas e xenófobos, com o objetivo de intimidar, perseguir e coagir minorias étnicas, designadamente imigrantes. No âmbito da operação foi, ainda, apreendido um vasto material de propaganda e merchandising alusivo à ideologia de extrema-direita violenta, nomeadamente neonazi, bem como armas diversas e equipamento tático”, pode ler-se no comunicado da PJ.
Os detidos serão presentes esta quarta-feira a primeiro interrogatório judicial no Tribunal Central de Instrução Criminal de Lisboa, com vista à aplicação de medidas de coação. “O inquérito é titulado pelo DIAP de Lisboa”, esclarece a PJ.
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