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Negócios falhados impediram que o destino fosse Turim. E assim voaram dois Bolas de Ouro
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Sporting e Juventus nunca se defrontaram nas provas europeias mas têm um histórico de desencontros que vale a pena lembrar no capítulo das transferências. É certo que Paulo Sousa e Dimas desmentem esta realidade mas o facto é que... dois futuros Bolas de Ouro estiveram muito perto de trocar os leões pela Vecchia Signora mas negócios falhados impediram que o destino de ambos fosse Turim. Falamos, pois, de Luís Figo e Cristiano Ronaldo, nada menos do que os expoentes máximos da formação do Sporting. Se nenhum vestiu a camisola ‘bianconera’, isso não foi por falta de oportunidade...
Barcelona no fim da linha
Em setembro de 1994, noticiava-se que a renovação de Figo estaria iminente. No mês seguinte, porém, o Pastilhas reúne-se na Madeira com dirigentes da Juventus (de Paulo Sousa) e compromete-se por três épocas. Já em janeiro de 1995, o Sporting fecha um acordo com a Juve, mas sem a presença de Figo. "Não tenho nada a falar com a Juventus", diria o jogador, de 22 anos, que entretanto deixou de reconhecer validade ao documento assinado meses antes. E a 1 de fevereiro, Figo vincula-se por três anos ao Parma (de Fernando Couto e Buffon). Como a Juventus fizera duas semanas antes, o Parma envia o contrato para a liga italiana, que procura mediar uma solução entre os dois clubes.
E ela é alcançada: o Parma ganha a ‘batalha’ legal mas... concorda em não integrar Figo no plantel nos dois anos seguintes. Sousa Cintra chega a anunciar (em assembleia geral) um acordo com a Parmalat para que Figo ficasse esses dois anos no Sporting. Mas é de pronto desmentido, e isto quando já circulavam rumores, alimentados e sempre negados, de que a Parmalat, patrocinadora… do Benfica, pudesse abrir a porta de Figo ao rival. Curiosamente, nesse dia, 10 de março de 1995, o antigo internacional português ultima a saída de Alvalade. "Serei do Barcelona na próxima época", confirma Figo, já em abril. E a 20 de junho é apresentado em Camp Nou, com contrato de sete épocas (quatro mais três de opção). "Talvez tenha sido o meu momento de sorte", admitiu mais tarde, sobre a polémica entre Juventus e Parma.
Investida por Cristiano
O desencontro de Cristiano Ronaldo com a Juventus teve menos capítulos. Foi, ainda assim, um episódio de mercado que não passou despercebido em julho de 2003, portanto um mês antes de CR7 sair para o Manchester United. A operação foi noticiada em primeira mão pelo Tuttosport e reproduzida por Record no dia 6 desse mês: Ronaldo transferia-se para a Juventus e, em sentido inverso, o Sporting garantia o avançado chileno Marcelo Salas.
As informações apontavam para conversas adiantadas entre os clubes, faltando a concordância dos futebolistas. Luciano Moggi, à data diretor desportivo, e Marcelo Lippi, treinador da Juve em 1995 como em 2003, eram o elo comum à transferência falhada de Figo. No arranque dos trabalhos do Sporting para a nova temporada, no dia 7, na Academia, Cristiano Ronaldo manifesta abertura. "Agradava-me dar já o salto esta época", afirma o craque madeirense, então com 18 anos, considerando que a Juventus "seria, se calhar, a concretização de um sonho".
A verdade é que o processo esmoreceu rapidamente e, 24 horas depois, o empresário de Marcelo Salas colocou-lhe um ponto final. "Marcelo tem a intenção de continuar na Juve", declarou Fernando Hidalgo. Contactado por Record, Salas recusou detalhar o caso mas garantiu através de mensagem escrita que… nunca terá rejeitado o Sporting, ou melhor, nunca soube de tal possibilidade. "Isso é mentira. Nunca estive para ir para o Sporting… pelo menos não soube disso. Voltei ao River Plate", ressalvou Marcelo Salas em resposta ao nosso jornal. Um olheiro e um antigo dirigente da Juventus, contudo, confirmam o que é público: Ronaldo não foi para a Juve porque Salas disse não ao Sporting.
O culpado foi... Salas
A prova de que Sporting e Juventus negociaram Cristiano Ronaldo e Marcelo Salas pode ser encontrada em declarações de dois intervenientes no processo. "Fui ver um Sporting-Belenenses em outubro de 2002. Liguei para Turim e pus por escrito que Ronaldo seria o melhor jogador do Mundo, obviamente depois de Maradona. Negociei, levei Cristiano a Turim para assinar pela Juventus mas Salas não aceitou a troca", garantiu em fevereiro deste ano Gianni Di Marzio, que trabalhou no departamento de prospeção da Juve entre 2001 e 2006. O antigo diretor desportivo da Vecchia Signora, Franco Ceravolo, já contara esta versão em 2015. "Podíamos ter contratado Cristiano Ronaldo, esteve muito perto da Juventus. Estava tudo feito, mas no final [Marcelo] Salas arruinou o negócio porque se negou a jogar no Sporting", relatou Ceravolo.
PORTUGUESES DE BIANCONERO
1- Rui Barros foi o primeiro e Paulo Sousa fez furor
O primeiro português a jogar na Juventus foi Rui Barros (1988-1990), avançado proveniente do FC Porto. Seguiu-se Paulo Sousa, um dos protagonistas do célebre ‘Verão Quente’ de 1993, quando trocou o Benfica pelo Sporting. Após uma época em Alvalade (43 jogos e 2 golos), o médio transferiu-se para a Vecchia Signora, onde alcançou grande sucesso. Ganhou a Liga dos Campeões em 1995/96 e na temporada seguinte repetiu a dose... já ao serviço do Borussia Dortmund e numa final precisamente contra a Juventus.
2 - As escalas de Dimas e William como candidato
Em 1996/97, Dimas começou no Benfica e em dezembro reforçou a Juventus. O lateral-esquerdo conquistou dois ‘scudettos’ em Turim, antes de rumar ao Fenerbahçe e daqui ao Standard Liège. A escala seguinte de Dimas foi o Sporting (17 jogos, 2 golos) , onde contribuiu para a reconquista da Liga, após 18 anos de jejum. Jorge Andrade e Tiago sucederam-lhe e são os últimos portugueses a representar a Juve. Resta conhecer o próximo... na certeza de que William Carvalho é candidato. Pelo menos, já foi apontado ao campeão italiano no último defeso.
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