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07 abril

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Consistência defensiva ainda não é a de Jesus campeão

O Sporting tem uma média superior a um golo sofrido por jogo em encontro oficiais esta temporada...

Consistência defensiva ainda não é a de Jesus campeão
Consistência defensiva ainda não é a de Jesus campeão • Foto: Miguel Barreira

O Sporting voltou aos triunfos em jogos oficiais, manteve-se no topo do campeonato (a par do FC Porto) mas há algo que não deixou Jesus tranquilo. Os leões venceram pela segunda vez na temporada por mais que um golo de diferença mas o golo consentido a acabar, e a jogar contra 10 homens fez com o técnico não ficasse completamente satisfeito, conhecida que é a afeição de Jesus com os pormenores.

O Sporting consentiu golos em nove dos 12 encontros oficiais em 2015/16 (ficou a zeros com o Benfica, Nacional e Boavista) e tem uma média superior a um golo sofrido por jogo, devido aos 13 golos que os verde e brancos viram entrar nas suas redes esta temporada. Contudo, e para o campeonato, o estado de espírito de Jesus era de grande acalmia quanto a este aspecto antes do jogo de ontem. Afinal os leões lideravam o ranking de equipas que menos golos sofreram a par dos dois maiores rivais.

"Estamos a falar do campeonato, não é? Então acho que entre as equipas com menos golos sofridos está o Sporting, juntamente com FC Porto e Benfica", atirou na conferência de imprensa de antevisão do jogo com o Vitória de Guimarães, salvaguardando a sua tese com um facto com relevância.

Tudo mudou logo após o encontro de Alvalade num domingo de eleições. O Sporting rubricava uma das melhores exibições da época e o "placard" anunciava um 5-0, com um hat trick de Islam Slimani à mistura. À passagem do minuto 82, o central vimaranense Josué aparece liberto de marcação na área leonina e faz o golo de honra para a turma forasteira, reduzida a 10 jogadores desde que Bouba Saré viu o vermelho direto aos 55' por entrada muito dura sobre Gelson Martins. A opinião de Jesus na conferência de imprensa era clara e nada conivente com a demonstrada na véspera.

"Foi pena isso ter sucedido. A equipa pensou que já chegava, mas eu não. Não pode ser. É necessária a tal mentalidade de campeão, o que se está a incutir. O recorde é de 6 golos [n.d.r.: resultado do Benfica frente ao Belenenses], eu senti que podíamos fazer mais e por isso pedi-o aos jogadores. Eles ficaram satisfeitos, eu não", atirou o treinador que não estabeleceu qualquer meta de golos sofridos para a época.

Se compararmos o desempenho defensivo atual do Sporting com o da época de estreia de Jesus com o Benfica, percebemos que existem diferenças. Nos primeiros 12 jogos oficiais, os encarnados haviam consentido apenas sete golos contra os 13 que vigoram atualmente. No campeonato os números são semelhantes: 4 em 2009/10 contra os 5 de agora.

Meta traçada

Jesus revolucionou o futebol do Benfica em 2009/10. Prometeu jogar o "dobro" e foi dessa forma que chegou ao título nacional que as águias ansiavam desde 2005. Em época de estreia, o técnico amadorense queria não só um futebol de "nota artística" mas também uma meta ambiciosa que tornou pública: ver a equipa não ultrapassar a barreira dos 20 golos sofridos no campeonato. E conseguiu à risca.

Tal como no último domingo, houve um jogo no primeiro ano na Luz em que é possível traçar um paralelo com o de ontem. À terceira ronda da Primeira Liga de 2009/10, o Benfica cilindra o Vitória de Setúbal por 8-0 e, em cima do apito final, uma falha de comunicação entre David Luiz e Quim permite o tento de honra sadino e a situação deixou Jesus irritado...

"O Benfica também tem como um dos objetivos da temporada não sofrer muitos golos. Eu e os jogadores temos uma meta de golos sofridos para cumprir. Aquele golo do V. Setúbal, com o jogo completamente controlado, custou-me um pouco". Estas foram as declarações de Jesus a 31 de agosto de 2009, após o jogo com os sadinos que terá "catapultado" o Benfica para uma temporada fora do normal por comparação ao que estava a ser feito nos anos anteriores.

Igualar os registos defensivos alcançado na Luz afigura-se como tarefa ambiciosa até porque, em duas ocasiões, os encarnados ficaram abaixo dos 20 golos consentidos no campeonato. Em 2013/14, o Benfica sofreu 18 golos em 30 jornadas e na derradeira época foi ainda mais longe, ficando-se pelos 16 em 34 rondas. Superar ou repetir tal cifra será um bom prenúncio para o Sporting até porque as águias sagraram-se campeãs nas últimas duas temporadas...

Desempenho defensivo no campeonato desde a estreia no banco do Benfica:

*) época a decorrer

Nota: A partir de 2014/15, a Primeira Liga disputou-se em 34 jornadas, ao contrário do formato com 30 que vigorava até então.

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