Para poder usar esta funcionalidade deverá efectuar login.
Caso não esteja registado no site do Record, efectue o seu registo gratuito.
Costinha, o diretor do futebol do Sporting, concedeu esta segunda-feira uma longa entrevista à Sport TV1, na qual abordou um vasto leque de assuntos referentes ao quotidiano leonino. O dirigente, por exemplo, criticou a falta de sintonia entre as diversas estruturas do clube. Mas também falou de Liedson, Maniche, Torsiglieri e da sua confiança no plantel e no técnico Paulo Sérgio.
Liedson
Relacionadas
"É um jogador que marcou algo no Sporting. Um jogador trabalhador, que marcou muitos golos. Como adepto, a minha mágoa é o Liedson sair [do Sporting] sem um título de campeão no currículo."
Falta de apoio
"O Sporting nunca foi conhecido por sua estrutura de apoio. Quando aceitei o convite [do Sporting], disseram-me que era um clube em que as pessoas sacodem a poeira dos ombros, sobra sempre para os outros. Tudo no Sporting é mal explicado, não há frontalidade, não se sabe o que verdade ou mentira. [...] A palavra certa é sentir-me defraudado. Constantemente, as coisas são postas em cada, por tudo ou nada. A estrutura interna tem de ser representada por todos. [...] Durmo de consciência tranquila, pois trabalho de forma honesta."
Apenas um trampolim
"Ao contrário do que aparece nas revistas, nas rádios e televisões, o Sporting não é o Belenenses, não é o Braga. É um grande clube, tem uma riqueza que se chama adeptos. Antigamente jogar no Sporting era o sonho de qualquer jogador. Agora não sei qual o sentimento que levam os jogadores a virem para o Sporting. Veem o clube mais como uma rampa de trampolim do que o facto de estarem num grande clube. [...] O Sporting tem de ser um clube respeitado, pois é um grande clube, não é apenas uma rampa de trampolim. Faço ver ao grupo que é preciso respeito, dedicação e amor à camisola do Sporting."
Uma cruz chamada Maniche
"A minha cruz é o Maniche, por ele ser meu amigo. Ele veio para o Sporting com 33 anos, mas com quantos anos vieram jogadores como Fernando Gomes, Luisinho, Skhuravy, Carlos Manuel? Todos eram grandes jogadores. O que é preciso é dissociar a amizade da qualidade. O Maniche teve o aval do treinador, não foi imposto por ninguém. Ele até tinha outras propostas, onde iria ganhar mais do que no Sporting. Mas veio porque o Sporting é o clube do coração dele. É melhor carregar a cruz de um campeão do qualquer outra cruz."
Torsiglieri
"Foi dito que ele custou 3,4 milhões de euros, mas a verdade é que foi metade deste valor. Tem cumprido o que esperamos dele e também precisa ter um tempo de progressão. Mas ninguém fala de um jogador que assinou por quatro anos por um clube que comprou apenas 50 por cento do passe. O Torsiglieira não é titular? Otamendi também não é titular no Porto. Mas é assim. É fácil atacar o Sporting e ninguém faz nada. Ficam impávidos e serenos a assistir."
Confiança no plantel e no técnico
"Não posso deixar de defender aqueles que acordam todas as manhãs para trabalhar com afinco. Tenho perfeita confiança no grupo e no treinador."
Dificuldades económicas
"Há uma barreira financeira, que é importante. Toda a gente quer que façamos com tostões uma equipa de milhões. A verdade é que gastámos oito milhões e os nossos rivais gastaram 30 milhões. O Porto gastou em um [jogador] o que gastámos em três."
Mudanças de presidentes
"Este clube, nos últimos anos, teve mais presidentes do que jogadores. Quando entra um novo presidente, muda tudo. Há sempre qualquer coisa que está mal. Parece que dividimos para conquistar. Assim, não vamos crescer."
Nova direção
"É preciso haver um projeto sólido, para mudar aquilo que se quer para o Sporting. Trabalhar pelo título e, assim, ter os adeptos junto da equipa. Não se pode adiar aquilo que é inadiável."
Especialistas Record analisam arbitragem de André Nasciso
A rotação foi a semente. A reviravolta, a colheita de uma reação fulminante com momentos de qualidade esdrúxula
Técnico chega às 17 vitórias consecutivas em Alvalade numa temporada
Avançado fez o quarto golo do Sporting no triunfo por 4-2 sobre o Santa Clara
Ítalo-argentino apelida o técnico como um "maníaco da linha de fora de jogo"
Ex-jogador e agora comunicador recorda episódio curioso em entrevista à 'Sábado'
Em causa uma alegada dívida na transferência de Lázaro para Espanha
Rute Cardoso contribuiu com o seu testemunho para a biografia oficial do internacional português que vai ser lançada no dia 9