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"Quando saí pela primeira vez num empréstimo, percebi que era difícil e não ia ter nada dado. Foi quando fui para a Holanda e foi muito complicado. Mudar de país, estava numa equipa que foi despromovida e foi difícil. "
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Tido como um futebolista reservado e algo tímido perante as câmaras de televisão, Marcus Edwards garantiu, em entrevista à Sporting TV, que se carateriza com uma personalidade bem distinta. "É difícil mostrar como estou quando sei que está muito gente a assistir. Se me conhecerem pessoalmente, sabem que sou tranquilo", começou por admitir, em tom de brincadeira, o extremo dos leões, numa parte da conversa em que mostrou um lado mais intimista.
Neste caso, apresentando o seu 'lado B', Edwards não fugiu a qualquer questão, explicando inclusive que a sua boa relação com Jeremiah St. Juste no grupo de trabalho em Alvalade teve origem alguns anos antes, neste caso quando o inglês esteve emprestado pelo Tottenham ao Excelsior. "É um verdadeiro irmão que conheci e mesmo que ele seja da Holanda, falamos de onde viemos. Jogámos ao mesmo tempo na mesma liga [holandesa], mas não nos conhecíamos daí. Até vivíamos no mesmo prédio. Ele disse-me depois de um jogo [vitória do Excelsior sobre o Feyenoord por 2-1, em 2018/19] que eu era bom jogador", revelou acerca do companheiro com quem tem conversas peculiares. "Todos os dias temos conversas profundas, eu e o Jer. Sobre a vida, futebol, ambições e tudo aquilo que queremos na vida. A questão do ovo ou galinha? Não é altura certa para falar disso, mas é o mesmo tipo de questões."
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Deixando claro que o aprendizagem da língua portuguesa ainda não está no ponto desejado - "o idioma é complicado e para ter o sotaque certo ao mesmo tempo", admite -, Edwards garante que entende o vocabulário específico luso relacionado com a gíria do futebol, e não esqueceu os artistas que tem como referência. "O Lil Baby é o meu artista favorito. O meu amigo A JAh é o meu artista favorito também. O Freestyle é um clássico em Inglaterra", lembrou.
De resto, Edwards não se coibiu de abordar alguns pormenores que o tornam num jogo distinto dentro das quatro linhas. Desde o célebre festejo na hora dos golos até à moda, que parece ter pegado também na Academia, de cortar as meias. "Celebração? É uma coisa nossa. É 4DP, sempre que estamos a ganhar ou algo do género, faço isso. Depois dos jogos, 'Jer' e Fatawu também fazem-no", aponta, com a ajuda dos dedos a originar o dito festejo. Já sobre a indumentária o inglês é claro: "Cortar as meias? As meias são apertadas, às vezes apertam as caneleiras, e corto para não apertarem."
Ainda sobre o passado na carreira, o jovem inglês apontou a importância da experiência no Excelsior, onde alinhou na Eredivisie. "Quando saí pela primeira vez num empréstimo, percebi que era difícil e não ia ter nada dado. Foi quando fui para a Holanda e foi muito complicado. Mudar de país, estava numa equipa que foi despromovida e foi difícil. Foi um grande abre-olhos para mim", sublinha o jogador que, admite, chegou a ser um regular médio ofensivo na sua formação. "Todos gostam do número 10, para jogadores criativos. Joguei com o 10 desde jovem e escolhi e é especial. O 23 é especial, mas antes não. Era um número vago. Costumava jogar a 10. Mesmo a 10, só comecei a jogar nas alas aos 18 anos. Era um número 10 puro", confessou.
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