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20:00

07 abril

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Embalados num Carrillo

O leão voltou a vencer no Bessa, nove anos depois, num jogo também marcado pela lesão de Nani

Embalados num Carrillo
Embalados num Carrillo • Foto: LUÍS VIEIRA

Quando aos 31 minutos, com o jogo empatado (0-0), Nani fez sinal para o banco de suplentes, a pedir a substituição, devido a lesão, os alarme soaram, de forma transversal, no universo leonino: o cenário frente ao Boavista estava mais complicado. Na teoria, sem o camisola 77 em campo, a missão do Sporting tornava-se mais complexa, mas Carrillo desmistificou esse preconceito e em dois minutos (54’ e 56’) colocou o Sporting a vencer por 2-0, com um golo e uma assistência para o segundo, de Carlos Mané.

Confira o direto do encontro.

O internacional peruano saltou do banco para embalar o Sporting rumo ao quarto triunfo consecutivo e fê-lo com requintes de classe, com uma exibição de sonho, onde ainda se deu ao luxo de assistir João Mário (3-0).

Os leões saíram do Estádio do Bessa com um triunfo importante (3-1), que faz aumentar os níveis de confiança para a deslocação a Stamford Bridge. Bem, mas isso é a outra história, e em relação ao confronto com o Chelsea já falamos mais à frente.

Paciência para atacar o xadrez

No jogo de ontem, Marco Silva optou por manter Slimani e Montero no onze, procurando potenciar a qualidade do internacional colombiano para jogar entre linhas. Uma realidade que não impediu a equipa de atuar quase sempre em 4x3x3, com Montero a baixar para jogar entre as duas linhas mais recuadas do Boavista, procurando “partir” o bloco defensivo dos axadrezados, que também atuou em 4x3x3.

O ascendente leonino foi uma constante, ainda que durante os primeiros 45 minutos tenha sido um exercício de paciência, na procura de obrigar o adversário a sair da sua zona de conforto. À falta de golo, os leões desperdiçaram três boas ocasiões na primeira parte (18’, 27’ e 37’) não permitiram libertar as peças leoninas em direção ao xeque-mate desejado, e isso foi fazendo o conjunto axadrezado ganhar alguma confiança.

Contudo, Marco Silva manteve-se fiel aos princípios que idealizou e quando, aos 54’, Carrillo arrancou em direção à área axadrezada, após excelente passe de William Carvalho, essa paciência foi recompensada: não só com o golo, mas sobretudo por obrigar o Boavista a deslocar os seus “peões” para terrenos mais avançados. Resultado: o Sporting chegou ao 2-0, podia ter feito o 3-0 aos 75’, em mais um lance de Carrillo que João Mário desperdiçou, e aos 81’ a mesma dupla repetiu a dose... agora com sucesso.

15 golos em 4 jogos

O Boavista ainda reduziu, com autogolo de Jonathan que não deixou Marco Silva satisfeito (esta época já são cinco os golos na própria baliza), mas o triunfo verde e branco nunca esteve em causa. O Sporting voltou a ganhar no Bessa – a última vez foi em abril de 2005 (4-0) –, e embalou para a quarta vitória consecutiva (Schalke 04, Vizela, V. Setúbal e Boavista) com 15 golos marcados e três sofridos.

A vitória foi ao encontro do desejo do treinador, que havia vincado a importância de a equipa acumular triunfos. Aliás, chega numa ronda importante, onde Benfica-Belenenses e Sp. Braga-V. Guimarães, equipas que estão na frente dos leões, ainda se defrontam este fim de semana.

Mas este triunfo também é importante pelo facto de chegar antes da deslocação a Stamford Bridge. Agora sim, vamos lá voltar ao Chelsea. Chegar a jogo decisivo da Champions embalado por quatro triunfos é um tónico importante. Obviamente que são contextos diferentes, mas é preferível enfrentar a equipa de Mourinho com quatro vitórias na retaguarda do que com o moral em baixo. Agora, chegar a Stamford Bridge sem Nani também não deixa ninguém encantado... e o camisola 77 dificilmente jogará em Londres. Marco vai ter de fazer contas à vida... mas, afinal, não é isso que tem vindo a fazer desde que chegou?

O homem do jogo: Carrillo

O internacional peruano saltou do banco aos 31’, para o lugar de Nani, e assinou uma exibição de sonho, com um golo, duas assistências para os restantes e ainda alguns pormenores de classe. Já soma quatro golos esta temporada.

Árbitro

Jorge Sousa (nota 3)

O cartão amarelo exibido a Montero não fez muito sentido, mas a atuação do árbitro portuense não teve influência no jogo, e isso, hoje em dia, é um fator bem positivo.

NOTA TÉCNICA

Petit (2)

Apresentou uma equipa fiel à sua estratégia, disposta a tapar todos os caminhos da baliza. A filosofia do Boavista está bem definida, é assumida e os recursos não abundam. Mas quando o nível do adversário é elevado é mais difícil.

Marco Silva (4)

A equipa chegou ao quarto triunfo consecutivo, um feito importante que revela estabilidade. Marco Silva manteve Montero no onze, apostando numa estratégia que encontrasse caminhos entre a muralha axadrezada. Foi eficaz.

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