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Central de 31 anos assume que na infância nem gostava... de futebol
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Feddal acredita ter dado um "passo importante na carreira" ao assinar pelo Sporting, mas não sem antes ter vivido 31 anos de luta, sacrifícios e superação. E logo a começar pela infância, altura em que nem gostava… de futebol.
"Tinha 5 anos e não ligava. O meu irmão, que é 6 ou 7 anos mais velho, é que ficava sempre com um tio meu, que organizava torneios para as crianças. Aos poucos comecei a ir ver os jogos e a jogar", contou, no podcast ‘ADN Sporting’, assumindo as dificuldades de ser emigrante, ao se ter mudado de malas e bagagens com a família de Tétouan, cidade-natal em Marrocos, para Espanha: "Os meus pais queriam melhorar o nosso futuro. O meu pai foi primeiro para Girona e nós depois, de autocarro. Só levámos roupa e documentos. Nunca me vou esquecer, estava eu, o meu irmão e a minha mãe. O meu pai estava à nossa espera. Foi lindo quando estivemos todos juntos".
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E foi já em solo europeu que o futebol passou para primeiro plano. "Comecei por jogar numa equipa pequena, de bairro. O meu tio sempre quis que eu ou o meu irmão fossemos jogadores profissionais. Ajudou-me muito ao nível mental, sempre confiou em nós. Toda a família fez um esforço para que eu conseguisse ser jogador. O talento é importante, mas a superação é mais importante. Saber sofrer em momentos complicados. Para ser profissional tens de passar por muito, alguns ficam para trás porque não conseguem superar os obstáculos. Chegava a casa da escola, tirava a mochila e ia jogar. Nem queria comer. Foi a melhor infância que podia ter", sublinha.
Aos 16 anos, quando teve a oportunidade de representar o Monaco durante 1 ano, começou a odisseia do central, que até chegar a Alvalade representou outros… 13 clubes e teve na experiência no Parma o ponto mais baixo da carreira.
"Assinei e pouco depois foram à falência. Não me queriam deixar sair livre, por isso fui por empréstimo para o Siena. Fiz um ano, voltei e os problemas económicos continuavam. Não podia continuar lá senão não tinha dinheiro para comer. Fui para o Palermo, onde joguei com o Dybala, uma pessoa espectacular. Estive lá 6 meses e depois ao Parma chegou uma pessoa que queria investir. Voltei e… ele saiu. Fiquei lá outros 6 meses, sem receber. As pessoas pensam que os jogadores só pensam no material, mas estão enganadas. Lutámos até ao final. Quando acabou a época fiquei triste, porque aqueles jogadores não mereciam aquela situação. Havia muitas pessoas mentirosas, que nos diziam sempre que amanhã é que iriamos receber", vinca, sem esquecer os ensinamentos do pai. "Sempre me disse: ‘Se queres qualquer coisa na vida, tens de sofrer para a conseguir’. Sempre que passo por momentos difíceis penso nisso".
Da pergunta de Hadji aos elogios a Coates
Do passado para a época atual, em que é um dos esteios da defesa do Sporting, Feddal revela ter recebido boas indicações de William Carvalho e dos compatriotas Naibet e Hadji, todos ex-jogadores dos leões, que na verdade nem eram necessárias pois "toda a gente conhece o Sporting". Tanto que Hadji, hoje treinador-adjunto da seleção marroquina, não esquece o seu antigo clube. "Quando fui à selecção ele perguntou-me pelo Paulinho (roupeiro do Sporting). Ainda se lembra dele. E no outro dia o Paulinho perguntou-me: ‘O Hadji, como está?’. E eu respondi ‘Bem, bem’.
Assumindo que a adaptação ficou facilitada pelo facto de vários jogadores do plantel falarem espanhol, Feddal agradece, em particular, a Coates. " É um capitão top, um grande companheiro. Destaco-o porque é o capitão e faz a sua função muito bem. Ajuda toda a gente que chega ao clube. Não fala muito, mas quando fala sabe o que está a dizer. Estamos muito orgulhosos por o ter. Ajudou-me muito", apontou, com elogios aos demais companheiros: "O Adán jogou comigo em Espanha, o Porro é um ‘gajo’ jovem que, se continuar a trabalhar, terá uma grande carreira. Mas para mim todos são bons!".
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