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26 abril

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Henrique Jones: «Fratura de stress permite jogar futebol»

O facto de um futebolista apresentar uma fratura de stress não é, de imediato, impeditivo da prática desportiva.

Henrique Jones: «Fratura de stress permite jogar futebol»
Henrique Jones: «Fratura de stress permite jogar futebol» • Foto: Luís Manuel Neves

O facto de um futebolista apresentar uma fratura de stress não é, de imediato, impeditivo da prática desportiva. Quem o diz é Henrique Jones, médico ortopedista e antigo responsável clínico da Seleção Nacional, que, a propósito do caso William Carvalho, explicou a Record o que é uma fratura de stress, como pode ser diagnosticada e tratada.

"As fraturas de stress são fraturas incompletas de um osso em contexto de sobrecarga dessa mesma estrutura óssea,” começou por explicar. “Também são chamadas fraturas de sobrecarga, de esforço ou pseudo-fraturas, e são diferentes das fraturas provocadas por trauma direto. Tíbia, perónio, metatarsos, osso do tarso e fémur são os locais de eleição nos desportistas”, esclarece.

Interessante é a seguinte afirmação de Henrique Jones: “a fratura de stress da tíbia permite a prática desportiva, nomeadamente o futebol, até uma fase de extensão da fenda óssea, quando o stress excede o processo de cura”. Em relação ao diagnóstico, Jones diz que “pode não ser fácil, no início,” apresentando dados muito interessantes.

“Os exames que confirmam o diagnóstico são a cintigrafia óssea e a ressonância magnética, pois apenas 28% dos atletas apresentam Raio X positivo no primeiro estudo, 50% dos casos só é positivo na 12.ª semana e em 6% dos casos nunca apresentam Raio X positivo,” esclarece Henrique Jones.

De acordo com o especialista (Henrique Jones é ortopedista), a primeira abordagem deste tipo de lesão “é conservadora por um período de cerca de 12 semanas, mas poderá chegar às 20 semanas. A localização da lesão (a região anterior da tíbia é mais complicada), o tempo decorrido, a diferenciação desportiva e a restrição funcional são factores decisivos para uma decisão cirúrgica, sempre a ter em conta num atleta de alta competição”.

Henrique Jones tratou de vários casos na sua carreira e, sem citar o nome, recorda o de “uma das melhores futebolistas da seleção nacional feminina”, que após quatro meses de tratamento conservador e tentativa de regresso à competição, “fez recaída das queixas, foi operada e felizmente o resultado final foi muito bom, permitindo um regresso à competição sem limitações após a cirurgia."

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