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Avançado revelou que já teve propostas para trabalhar em Portugal mas ainda não chegou a altura certa
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Mário Jardel regressou a Portugal e em entrevista à Sporting TV recordou o seu percurso pelo Sporting. O antigo avançado, que em Portugal também representou FC Porto e Beira-Mar, não se cansou de recordar João Vieira Pinto, o 'papai' que cruzava as bolas para que conseguisse marcar.
"Estou feliz por estar aqui, a falar de um clube conhecido no mundo todo. Digo nós porque ninguém ganha nada sozinho. Há sempre um que se destacava mais, quando eu jogava, o João Pinto cruzava para mim, mas eu não fazia nada se a bola não chegasse até mim", lembrou. " A bola vinha ter comigo, era uma coisa impressionante. Com um 'pai' desses a cruzar…", acrescenta, mais à frente, ao ver uma das tarjas onde se lia 'Jardel resolve...'
O avançado, de 43 anos, recordou a maneira como chegou ao Sporting - vindo do Galatasaray após ter representado o FC Porto durante quatro temporadas - depois ter estado com um pé no rival Benfica.
"É um daqueles episódios da vida que não dá para explicar. Assinei um contrato milionário com o Galatasaray por seis anos, fui melhor marcador do campeonato, fomos aos quartos-de-final da Liga dos Campeões contra o Real Madrid, ganhámos a Supertaça europeia no Mónaco", recordou. "Com mais quatro anos de contrato, cometi o erro de vir para aquela equipa aqui de Lisboa, o Benfica... Cheguei aqui, não cumpriram e para felicidade do Sporting também, e minha, ganhámos juntos um campeonato inesquecível. Que campeonato! Às vezes paro para pensar como é que fiz 42 golos em 26/27 jogos só no campeonato. É obra!"
É de facto obra, tanto que poucos são os jogadores números destes em Portugal: "É um dom que tenho, não se explica e eu trabalhei muito para conseguir isso", observa.
Questionado sobre a primeira recordação que tem quando chegou a Alvalade, Jardel deixa uma confissão... que ia guardar para o livro que vai escrever.
"Vou contar uma que ia guardar, estou a pensar em lançar o segundo livro e se for para contar tenho de contar tudo. Não, tudo não...", começa por revelar o brasileiro. "A primeira memória que tenho foi uando cheguei ao Sporting e vi o aeroporto cheio, estavam umas 5 ou 10 mil pessoas e depois foram para o estádio… Quando fui assinar o contrato virei-me para o presidente e disse: 'Este prémio... só quero se formos campeões. Se for o melhor marcador e formos campeões, dá-me o prémio'. E eu ganhei todos, menos o último campeonato no FC Porto. Tinha uma cláusula no Sporting para receber o prémio se fosse o melhor marcador, mas tinha de ser campeão ao mesmo tempo. O presidente não concordou, ficou com medo e se tivesse apostado tinha perdido".
"Que qualidade de assistentes que tínhamos! Orgulho-me muito de ter vestido a camisola do Sporting, de ter participado no início da carreira do Cristiano Ronaldo, do Ricardo Quaresma, no final da carreira do João Vieira Pinto...", recordou. "Digam-me qual é o defesa que consegue estar a olhar para o João Pinto e para mim ao mesmo tempo? Ou está a marcar o Jardel ou está a olhar para a bola e eu tinha essa perceção, afastava-me um bocadinho... era a minha tática. Era um tango, um forrózinho..."
'Super Mário', como ficou conhecido aquando da sua passagem por Portugal, deixa mesmo algumas palavras de apreço e elogio para Cristiano Ronaldo, confessando mesmo que não se lembra do seu arranque, porque ainda não jogava assim tanto.
"Não vi, porque vi-o jogar poucas vezes. Ele costumava entrar na segunda parte. Foi uma surpresa muito positiva, porque ele merece o que tem. Nada é por acaso. Ele ficava a trabalhar na Academia, ficava a treinar, um bocado vaidoso... Ele tinha o objetivo de vencer na vida como eu venci".
Depois da carreira na política, Mário Jardel quer regressar ao futebol. O avançado revelou que teve propostas para voltar a Portugal, mas que ainda não é a altura certa para fazê-lo.
"Já tive propostas para vir treinar para Portugal, mas acho que ainda não é a altura para vir. Estou à espera de algo melhor. Posso trabalhar em qualquer área no futebol. O melhor é que para onde for trabalhar vou ganhar títulos, porque eu sou um pé quente".
É tão pé quente que, enquanto esteve em Portugal, o Sporting venceu mas os rivais marcaram passo na liga... com um empate cada.
"Vi o Sporting no sábado [contra o Nacional], o Benfica empatou [0-0 com o P. Ferreira] e o FC Porto também [1-1 com o V. Setúbal] É o meu pé quente! Tenho muita fe no que falo e penso", afirmou, entre risos. "Quero voltar ao futebol, na máxima força e encontrar muitos Mários Jardéis".
A terminar, Mário Jardel deixou muitas saudades, abraços para os amigos que cá deixou e ainda um desejo: voltar a ser campeão pelo Sporting.
"Estou com muitas saudades e quero dar um abraço a todos os que jogaram comigo, um abraço para o Cristiano Ronaldo, por tudo o que fez e ainda vai fazer. Parabéns por surpreenderes muita gente e por te superares. Um abraço a todos os que fizeram parte da minha história. Tenho saudades. Lembro-me daquela frase 'Jardel resolve...' e lembro-me que estou bem resolvido, com um objetivo como tinha naquela época, que é voltar a ser campeão pelo Sporting".
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