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Presidente da MAG destaca “valores” do clube e, como magistrado, espera não se “deixar inquinar” pelo “ambiente geral”
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O presidente da Mesa da Assembleia Geral do Sporting, João Palma, admite que "não foi nada fácil" responder ao desafio de exercer o cargo, desde logo porque, na qualidade de procurador do Ministério Público, teve de "pedir autorização" ao respetivo Conselho Superior (CSMP).
"Fui autorizado por uma maioria confortável. Mas é um desafio grande. As pessoas confiaram em mim. Sou portador da responsabilidade que é não desiludir quem me deixou vir para aqui", admite o dirigente dos leões, em entrevista difundida esta quinta-feira no canal do clube, antes de explicar o que torna tão difícil para um magistrado estar ligado a este meio.
"O mundo do desporto em geral não é um mundo muito saudável, pelo menos não tão saudável como nós aqui no Sporting gostaríamos que fosse. Vir para um meio onde há muitas questões discutidas nos bastidores, inconstante, não é fácil para um magistrado do Ministério Público como eu sou, e me gabo de ser. O que eu sempre impus a mim próprio é que estaria aqui não para me deixar inquinar pelo ambiente geral do desporto e do futebol em especial, nada disso, bem pelo contrário, seria para trazer o acréscimo da minha cidadania. Vim para ajudar, para trazer rigor e exigência, porque foi isso também que me foi pedido pelo presidente do Conselho Diretivo quando nos candidatámos logo da primeira vez", explicou João Palma.
O responsável pela MAG do Sporting destaca os valores do clube e dá até o exemplo do golo de Paulinho em fora-de-jogo, contra o Casa Pia, que motivou um comunicado do Conselho de Arbitragem. "Não é um mundo fácil mas o Sporting tem sido exemplar, designadamente o presidente do Conselho Diretivo, Frederico Varandas, quando refere os valores do clube, quando assume que um golo foi em fora-de-jogo – e é raro alguém assumir alguma coisa no futebol – ou quando critica uma minoria dos nossos adeptos por extravasar um pouco os limites daquilo que é aceitável na emoção do jogo. O Sporting faz, de facto, uma grande defesa dos valores que deviam ser sempre inerentes ao desporto", conclui João Palma.
75% dos votos... e dos votantes
Concentrado na alteração dos estatutos que vai ser levada a Assembleia Geral no próximo dia 8 de outubro, no sentido de introduzir o voto eletrónico à distância, João Palma sublinha as ideias que já transmitira em exclusivo a Record. "É o cumprimento de uma promessa eleitoral do dr. Frederico Varandas com a qual me identifico. É um momento histórico para o clube, um ponto de viragem, um passo enorme para a modernidade. Teremos um clube mais democrático com o voto universal e a possibilidade do exercício do direito de voto por todos os sócios", afirma o dirigente, recordando que a aprovação desta proposta "exige não só 75% dos votos, mas também, e este é um dado muito importante, 75% dos votantes" na referida AG.
"Toda a documentação relacionada com os quatro pontos em agenda, incluindo a redação proposta pelo Conselho Diretivo para os Estatutos, será disponibilizada no site e no Centro de Atendimento do Estádio a partir de sexta-feira, dia 29 de setembro", informa ainda João Palma.
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