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Médio de 25 anos falou com crianças sobre saúde mental no futebol, no fórum que decorre na Geórgia
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A caminho do Sporting, Giorgi Kochorashvili desfruta de alguns dias de férias no país natal, Geórgia, e foi precisamente lá que falou esta segunda-feira à margem de um fórum sobre saúde mental no desporto e, mais precisamente, no futebol. Numa conversa e troca de impressões com jovens e crianças na plateia, o médio de 25 anos, que será reforço do clube de Alvalade proveniente do Levante em 2025/26, abriu um pouco mais o livro, desvendando alguns pontos curiosos da carreira.
Desde logo, o internacional georgiano detalhou algumas chaves do sucesso do seu trajeto no futebol ao mais alto nível, garantindo que dá relevância à componente mental.
Nesse sentido, em Tiblisi, Kochorashvili abordou alguns dos seus segredos junto da jovem plateia, num colóquio que decorre no hotel Biltmore. "Existem sempre momentos difíceis. Tenho pessoas que me ajudaram a decidir o que devo dizer ao público e de que forma posso tocar no coração das pessoas de maneira correta. Por exemplo, como fazer publicações nas redes sociais. Deixo isso para os profissionais da área. Por outras palavras, o futebol é muitas vezes influenciado por pessoas que não são visíveis", começou por explicar 'Kocho', o qual também guarda uma alcunha especial, a de Capitão América, personagem que imita na celebração dos golos.
"Para mim, o Capitão América não é apenas imitar um elemento da Marvel. Quando era criança, diziam-me que era fraco e não estaria preparado para o futebol europeu. Depois do Europeu de sub-19 na Geórgia, também disseram que não estava pronto para o campeonato da Geórgia. O Capitão América é o exemplo de coragem. Aquele que, com a sua força, tenta ajudar as pessoas e o Mundo. Os meus princípios são os mesmos: coragem, trabalho e disciplina. Mesmo que digam que não és o melhor, que não estás pronto, trabalha e faz o que amas, porque, se estiveres no caminho correto, vais atingir os teus objetivos", defendeu.
De igual forma, o reforço do Sporting não esquece todo o trabalho invisível que faz em contexto de treinos e, nesse sentido, apontou um exemplo em específico, na altura em que a seleção principal da Geórgia garantiu a qualificação para o Euro'2024, ao eliminar a Grécia, no play off de apuramento, a 26 de março de 2024.
"Vencer o play off contra a Grécia foi importante. Não tinha marcado qualquer penálti antes pelo Levante e penso que isso ajudou-me a trabalhar ainda mais. Depois dos treinos, ficava a rematar 30 vezes para o canto da baliza, num remate que achava impossível", explicou o médio, que apontou o primeiro penálti nesse desempate da marca dos 11 metros no duelo entre Geórgia e Grécia.
Tendo isso em conta, Kochorashvili recordou ainda as primeiras memórias da seleção georgiana. "Eu era ainda uma criança quando um jogador da seleção principal, Sandro Kobakhidze, deu-me um par de chuteiras. Usei-as com alegria, apesar de serem muito grandes. Agora, entendo o que cada gesto significa para um adepto, tais como oferecer uma camisola e tentar não deixar alguém indiferente", confessou Kochorashvili.
Além disso, 'Kocho', que custou aos cofres da SAD leonina 5,5 milhões de euros (num negócio em que o Levante pode garantir outros 2 M€ mediante objetivos), abordou a mudança do emblema de Valência rumo ao conjunto de Alvalade. "Vivi em Valência durante 6 anos e, quando me estava a preparar para mudar para Lisboa, deparei-me com umas 20 páginas de notas. Escrevi antes sobre a perseverança que me ensinou tanto e, assim, eu quis colocar no papel os meus pensamentos. Naquelas páginas via que antes tinha algum receio e superei. Talvez algumas coisas que escrevi ao longo dos anos podem ser úteis para outras pessoas", vincou o futuro médio do Sporting que arrancará a trabalhar com Rui Borges na pré-temporada na Academia.
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