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Houve quem se levantasse às seis da manhã para assegurar um lugar na fila e quem chegasse às 11 e, oito horas depois, ainda aguardasse a sua vez. Os associados, com bilhete de época, dos sectores 4, 5, 6, 7, 27 e 28, não quiseram deixar para hoje a cadeira que podiam adquirir ontem. Satisfação de quem compra e de quem vende, a Sporting, Comércio e Serviços, que arrecadou, até agora, em “lugares especiais”, 7,5 milhões de euros
CHEGOU ao estádio poucos minutos depois das 11 horas e deparou-se com um ambiente de verdadeira loucura, à porta do “show-room” onde estão a ser comercializados os “lugares especiais” do futuro Estádio José Alvalade. Mais de uma centena de associados – 120, precisou Pedro Afra, mais tarde – aguardavam pela sua vez para retirar a senha que assegurava o atendimento ao longo do dia.
Pelas 19.30 h, quando as portas do “show-room” encerraram ao público, António Rodrigues, o associado que chegara a Alvalade poucos minutos depois das 11, tinha ainda mais de 30 consócios à sua frente, à espera de serem atendidos. E convém salientar que, segundo um outro sócio, as últimas senhas foram distribuídas pelas 14 horas. Daí para a frente, mais nenhuma “inscrição” foi aceite.
Uma procura inusitada, que não surpreendeu, porém, o director-geral da Sporting, Comércio e Serviços, para quem os resultados positivos da equipa de futebol precipitaram a vontade de os sócios assegurarem desde já os seus lugares no novo recinto. “Acho que os sócios adeririam a esta iniciativa se a equipa tivesse um comportamento fantástico ou menos bom. A prestação da equipa fez antecipar aquilo que naturalmente aconteceria desde agora até à inauguração do estádio. Os sócios iriam aderir, mas de uma forma mais lenta”, observou Pedro Afra.
O responsável leonino apresentou mesmo um exemplo que serve para fortalecer a sua teoria. “Outros clubes europeus que ensaiaram este modelo constataram que a maior procura se dá quando o estádio já está de pé, quando já há paredes e é possível verificar as condições de conforto”, referiu Pedro Afra, que vê como pouco provável o aumento do número de “lugares especiais” colocados à disposição dos sócios. “A ideia não era alargar, mas é uma hipótese a observar, estando dependente da adesão dos sócios”, admitiu.
7,5 milhões de euros
No que respeita a números, Pedro Afra revelou que até, este momento, entre “assinaturas de leão” e camarotes VIP – já totalmente esgotados –, a Sporting, Comércio e Serviços, vendeu metade dos 7500 lugares disponíveis, o que representa um encaixe financeiro na casa dos 7,5 milhões de euros. O que significa que, no final da campanha, a sociedade arrecará 15 milhões de euros.
Existem ainda os camarotes “corporate” e de “prestígio”, destinados exclusivamente a empresas, para os quais, segundo o director leonino, já existe “uma série de reservas”, mas que ainda não foram colocados à venda. Aqui o clube de Alvalade conta arrecadar anualmente pouco menos de 10 milhões de euros.
Pedro Afra aproveitou ainda para explicar de forma minuciosa a diferença entre bilhete de época e a “assinatura do leão” ou “lugar especial”, ontem colocados à disposição dos associados com bilhete de época dos sectores 4, 5, 6, 7, 27 e 28. Ao adquirir esta modalidade, o associado tem direito a uma cadeira personalizada, por uma placa com o nome, na zona do estádio que escolher, ao longo de 20 anos, e que poderá ser utilizada quando o associado assim entender. Para tal, terá de adquirir o bilhete de época ou ingressos avulso. O facto de não comprar o bilhete de época não faz com que perca o direito ao seu lugar.
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