Miguel Braga: «Conselho de Disciplina prejudicou o clube e o jogador João Palhinha»

«O Sporting nunca tentou minar este CD», recorda o porta-voz do clube de Alvalade

Seguir Autor:

• Foto: José Gageiro / Movephoto
Adicione como fonte preferencial no Google

Miguel Braga deu voz ao descontentamento do Sporting, relativamente ao posicionamento do Conselho de Disciplina (CD) da Federação Portuguesa de Futebol no processo que conduziu à suspensão de João Palhinha.

"O Sporting foi prejudicado mais uma vez, pois esta decisão condicionou a preparação para o jogo. No regulamento existe a possibilidade da despenalização. É uma possibilidade legal. Foi unânime na imprensa desportiva que a falta foi mal assinalada, possivelmente nem era falta e muito menos cartão amarelo", começou por enunciar o responsável de comunicação dos leões, no programa Raio-X da Sporting TV, antes de avançar com mais alguns dados.

"Tivemos um árbitro, Fábio Veríssimo, que teve a coragem de assumir o erro e, em comunicação com o Conselho de Arbitragem, ter explicado que cometeu um erro. Claro que não pode ter visto o lance em toda a sua extensão, quando, depois, chegou a casa e viu que tinha feito mal", prossegue Miguel Braga, antes de questionar a competência do órgão liderado por Cláudia Santos.

"O facto de existir uma falta inexistente, o dar um cartão amarelo, um jogador ser suspenso automaticamente, o árbitro reconhecer o erro e admitir que não devia ter dado o cartão amarelo… Nada disto foi suficiente para o CD, que prejudicou o clube e o jogador João Palhinha", assume o responsável leonino, garantindo que este ataque ao órgão federativo não foi premeditado.

"Ao contrário de outros clubes, o Sporting nunca premeditou o seu ataque ou tão pouco tentou minar este CD logo desde o seu início ou quando estava a ser formado. Agora, a reflexão que nós exigimos é que, perante uma injustiça, perante as palavras de um árbitro, que reconhece o seu erro, e perante a verdade desportiva, este CD agiu de forma errada", insiste Miguel Braga, que, depois do recurso aos tribunais civis, para travar a suspensão do futebolista, não tem dúvidas de que o Tribunal Arbitral de Desporto irá contrariar a decisão do órgão federativo.

"Era o que faltava, agora, um tribunal desportivo tentar penalizar o Sporting. Isso não vai acontecer", assegura o porta-voz dos leões, argumentando que a batalha travada pelo clube "é uma questão de credibilização da própria arbitragem". "Errar é humano, o não admitir o erro e fingir que tudo está bem é que vai contra quem quer a verdade desportiva dentro de campo", acrescenta Braga, que aproveitou ainda para  justificar a inclusão de Sporar no negócio que conduziu à contratação de Paulinho ao Sp. Braga.

"Se olharmos para o início da época e para os jogos que o Sporar fez (ou não) a titular, não é preciso fazer uma dedução brilhante para perceber que, possivelmente, o Sporar ia ter menos minutos em campo do que poderá ter no Sp. Braga. E, para não termos um jogador parado, a desvalorizar, durante seis meses, foi uma opção estratégica do clube que se percebe facilmente", argumenta o responsável do Sporting, que não deixa de estranhar os pormenores revelados pelos bracarenses no comunicado que confirmou a venda de Paulinho ao clube de Alvalade.

"Sei o que estava acordado dizermos, sei que numa transferência mais antiga, a do Rafa, o Sp. Braga não teve a preocupação de dar tantos pormenores. Teremos que lhes perguntar. Nós informámos aquilo que tínhamos de informar", conclui Miguel Braga, não sem antes confirmar a compra, em dezembro passado, mais 40 por cento numa futura venda de Bruno Tabata, e de reconhecer que não existe qualquer pressa em exercer o direito de opção sobre Pedro Porro.

Deixe o seu comentário
Newsletters RecordReceba gratuitamente no seu email a Newsletter Sporting ver exemplo
Ultimas de Sporting
Notícias
Notícias Mais Vistas