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Morita aborda adaptação a Portugal e ao Sporting: «O futebol português é agressivo»

Médio do emblema de Alvalade traçou comparações entre a cultura portuguesa e japonesa em entrevista à RTP 2

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Morita no Sporting
Morita fala da adaptação ao futebol português e ao Sporting numa entrevista à RTP2
Morita de leão ao peito
Morita no Sporting
Morita fala da adaptação ao futebol português e ao Sporting numa entrevista à RTP2
Morita de leão ao peito
Morita no Sporting
Morita fala da adaptação ao futebol português e ao Sporting numa entrevista à RTP2
Morita de leão ao peito

Num testemunho sobre a sua experiência em Portugal e a relação com o Japão, seu país natal, Hidemasa Morita abordou, em entrevista ao programa '10 mil km de regresso ao Japão', da RTP 2, os últimos anos que passou em território português. Desde logo, o médio do Sporting não esqueceu a etapa em Alvalade, mas também antes no Santa Clara, acabando por destacar a forma como o desporto rei é vivido pelos portugueses e, mais concretamente, pelos adeptos leoninos.

"É claro que há os dérbis, com o FC Porto, o Benfica e o Sporting, três grandes clubes. Sempre que há um jogo, os adeptos são incríveis, não é? Eles apoiam-nos e nota-se que o futebol faz parte da vida, não é apenas um desporto", começou por assumir o internacional nipónico de 30 anos, dando uma opinião acerca da maneira como é visto o futebol.

"Por outro lado, o futebol português é agressivo e sente-se realmente que, tanto para os jogadores como para os adeptos, o futebol é a própria vida. É uma característica cultural que não temos no Japão", apontou.

De igual forma, Morita louvou a evolução do futebol nos últimos anos no Japão, ainda que indique o que considera ser a grande diferença entre o nível de jogo no país do sol nascente no velho continente. "A meu ver reside no nível de intensidade, que é muito diferente. O Japão também tem jogadores incrivelmente habilidosos, com grande capacidade técnica e consciência tática nas várias equipas. Os fundamentos, aperfeiçoados através de treinos intensos desde tenra idade, fazem com que todos sejam muito bons. Mas quando se trata da intensidade do futebol, aqui joga-se um futebol com uma velocidade e potência que não podemos experimentar na liga japonesa. Aí reside a diferença clara", defendeu o camisola 5 dos verdes e brancos.

Não só, o médio dos bicampeões nacionais abordou igualmente as principais diferenças culturais entre o Japão e Portugal. "No Japão, quando nos encontramos com alguém pela primeira vez, fazemos uma vénia assim ou um aperto de mão, esses são os gestos básicos de saudação. Mas aqui, as pessoas abraçam-se e beijam-se [risos]. No princípio, fiquei muito surpreendido, senti-me um pouco desconfortável e envergonhado. Mas agora, depois de viver em Portugal há mais de cinco anos, quando me encontro com pessoas, especialmente mulheres, agora já consigo dar um abraço ou um beijo", assumiu o futebolista que cumpre a sexta temporada consecutiva em Portugal (duas épocas no Santa Clara e outras quatro no Sporting).

Recorde-se que Morita, o qual leva um total de 10 golos e 15 assistências em 157 partidas de leão ao peito, encontra-se em final de contrato e irá deixar o clube de Alvalade a partir do próximo verão. Até lá, o médio japonês procura lutar pelo tricampeonato ao serviço do Sporting, além de garantir uma vaga nos convocados da seleção nipónica para a fase final do Mundial'2026. O camisola 5 já não é chamado para a seleção do seu país há mais de um ano.

De modo a acautelar o futuro a médio prazo, a SAD dos verdes e brancos já tem nomes em carteira para a sucessão de Morita - e Hjulmand - no meio-campo em 2026/27. Nesse sentido, Issa Doumbia, da direção liderada por Frederico Varandas tendo em vista a anunciada saída do japonês.

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