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Número redondo atingido na derrota Bodo/Glimt, na Noruega, depois compensada com a goleada em Alvalade
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Nuno Santos é um exemplo no balneário do Sporting. Aos 31 anos, o esquerdino continua a jogar ao mais alto nível e, frente ao Bodo/Glimt na Noruega chegou ao jogo 200, um registo que o deixa satisfeito mas também ávido para fazer mais e melhor. "Temos muitas coisas bonitas para fazer e espero ter ainda mais do que 200, 300 ou 400 jogos pelo Sporting", afirmou o jogador em exclusivo às plataformas do clube de Alvalade.
A realizar a sua sexta-temporada pelo clube verde e branco, o camisola 11 é uma das vozes mais respeitadas no balneário dada a sua resiliência que já o levou a vencer três lesões ligamentares nos joelhos, e a última afastou-o mesmo 15 meses dos relvados, um período negativo que ainda tem bem fresco na memória. "Foram 15 meses em que toda a gente foi muito importante para mim, aqui. Veio-me muita coisa à cabeça, porque eram muitos meses sem jogar, mas sem receio ou medo. Só com vontade de ir lá para dentro e voltar a fazer o que mais gosto. Eu era o primeiro a chegar e o último a sair, e só tenho a agradecer porque sem as pessoas do Sporting e da Academia nada era possível", reconheceu o jogador, que destacou o regresso no jogo com o AVS SAD, relativo à Taça, onde saltou do banco para jogar 77 minutos devido ao prolongamento: "Depois de tanto tempo foi o jogo que me marcou mais. Também diria este com o Bodo/Glimt, porque voltar depois de tanto sofrimento e conseguir fazer história no Sporting, com a passagem aos 'quartos' e depois de um resultado negativo, foi muito bom para nós. Para mim, foi especial e obrigado a quem acreditou. O Nuno está de volta e vai continuar a ser o mesmo Nuno de sempre. Já tive outras lesões graves e com a primeira aprendi que se tivesse medo era pior. No futebol, se voltas é porque estás bem e a cabeça manda em tudo ".
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Revelando-se "orgulhoso" pela marca alcançada, o futebolista garantiu que não vai esquecer os momentos que viveu no relvado. "Simbolizou muita coisa pois foi uma passagem de muito esforço e dedicação, com fases boas e menos boas, mas guardo tudo muito bem na minha cabeça... essas e colegas de equipa muito diferentes desde o primeiro ano até agora, à sexta época, treinadores também, mas sem dúvida de que foi um grande passo na minha carreira", assumiu.
Martirizado pelas lesões, o canhoto continua a revelar-se apaixonado pelo futebol, um amor que se aprofundou desde que chegou a Alvalade. "Desde que cheguei, sou uma pessoa com um feitio especial. Gosto das coisas sempre corretas, não gosto de perder, mas sempre respeitando e sem passar por cima dos outros. Nestes últimos anos, aqui, aprendi muito com toda a gente e tenho um carinho muito grande por toda a gente. Os troféus é aquilo que levamos para a frente e nos dá vontade de continuar a ganhar, mas sem dúvida que aprendi muito aqui. Gosto muito de estar no Sporting", assegurou antes de admitir que já é um dos líderes na cabina: "Sinto e gosto de sentir essa responsabilidade. O que lhes passo sempre é que nunca se cansem de ganhar, sempre, todos os dias. Essa responsabilidade torna-me, também, um jogador mais forte e com um espírito de grupo muito forte".
ADN de leão já foi transmitido
Nuno Santos tem contrato com o Sporting até junho de 2027, e admite que se tornou adepto do clube leonino. "O Sporting representa muito, porque vim para cá há muito tempo e a minha família também é muito feliz aqui. Vivo para o Sporting, é a minha segunda família, embora na realidade seja a minha primeira todos os dias, porque é onde passo mais tempo. Foi um passo muito bom na minha carreira e onde estou muito feliz", admite o ala, que assume com orgulho o sportinguismo dos filhos Nuno e Miguel: "Já jogam à bola, sentem e cresceram a ver o pai no Sporting. Não conhecem outro clube e gostam muito. Quando tentam brincar com eles, dizem sempre que são do Sporting, além disso jogam os dois no Sporting e são muito felizes. Eles são como eu: quando o Sporting perde, choram e sentem muito. Estão habituados a ver o Sporting a ganhar, por isso quando não acontece ficam tristes. Já lhes disse que não se ganha sempre, mas vamos fazer sempre tudo para ganhar".
Convidado a lembrar os melhores momentos vividos com a camisola verde e branca, o jogador teve uma resposta pronta: "Sem dúvida, o número um é o primeiro título de campeão no Sporting , depois de tantos anos. Depois, o meu primeiro dia aqui no Sporting, quando assinei, e o ano da 'dobradinha". Já em relação aos golos destacou o 1º na Champions frente ao Ajax em 2021/22 e a estreia a faturar pelo Sporting em 2020/21, diante do Portimonense (2-0).
Usando o ambiente vivido no jogo com o Bodo/Glimt como exemplo para destacar a relação que construiu com os adeptos, o camisola 11 ainda deixou uma promessa aos sportinguistas. "Não me canso de ganhar. No futebol, o objetivo é ganhar sempre e eu espero continuar a ganhar muitos títulos pelo Sporting", concluiu.
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