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Sporting dita regras do jogo e, mesmo após o 2-2, tiveram a última palavra...
Foi uma vitória arrancada a ferros e com tremendo significado, aquela que o Sporting alcançou em Barcelos, onde o FC Porto, por exemplo, deixou 2 pontos.
Consulte o direto do encontro.
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Colocados entre a gestão desportiva de uma posição periclitante na tabela e a necessidade imperiosa de aliviar os cofres, os leões venceram o Gil Vicente com uma equipa absolutamente fora do contexto da época e do paradigma escolhido para o futuro quando Godinho Lopes assumiu a presidência do clube há cerca de dois anos: cinco jogadores abaixo dos 20 anos (Ilori, Dier, Zezinho, Bruma e Labyad), num onze em que, do início da temporada, sobravam Rui Patrício, Rinaudo, Carrillo e Van Wolfswinkel – Miguel Lopes e Joãozinho, recrutados em janeiro, completavam a equipa titular.
Na noite de todos os riscos, os miúdos verde e brancos responderam presente. Exigiram respeito, reclamaram atenção e mostraram a qualidade que, afinal, sempre tiveram. Contabilizando todas as incidências do jogo, fica a certeza de que os leões passaram a mensagem de que adeptos, dirigentes e treinadores podem contar com eles no futuro.
Entrada de leão
De resto, foram os meninos a ditar o arranque do jogo, mudando radicalmente aquilo que se esperava. Se o Sporting entrava em campo com uma equipa jovem e inexperiente, perante adversário constituído por homens feitos, ainda por cima a jogar em casa, a verdade é que foram os leõezinhos a revolucionar o embate e a adaptá-lo melhor às suas características. Ainda não se tinha completado o primeiro minuto e já Bruma inaugurava o marcador; pouco passava dos 5 minutos e Ilori elevava para 2-0, adaptando a necessidade de procurar o resultado à exigência mais agradável de geri-lo. Com dois golos de vantagem, o Sporting aproveitou a displicência gilista para comandar as operações e mostrar-se até mais próximo de chegar ao terceiro tento do que propriamente de ver reduzida a diferença.
Aos 20 minutos, Ilori perdeu a bola e abriu alas à entrada de Hugo Vieira para o golo. O Sporting acusou o toque (os leões desarticularam-se um pouco) mas o Gil Vicente não se entusiasmou, não aumentou a intensidade do seu futebol, não subiu as linhas, não tentou sequer asfixiar o adversário, como se acreditasse que, regressado que estava ao jogo, estaria em condições de dar a volta ao texto na segunda parte. A prova da leveza com que os minhotos encararam a luta está no facto de terem cometido a primeira falta aos 31 minutos, num canto que terminou com infração sobre Rui Patrício.
Capel decide
O segundo tempo arrancou com maior pendor atacante dos gilistas, traduzido no golo do empate, em lance outra vez concluído por Hugo Vieira, outra vez na sequência de um erro defensivo sportinguista – mau alívio de Joãozinho. Quando parecia que a equipa de Paulo Alves tinha reunido condições para, finalmente, assumir o assalto final ao castelo guardado por Rui Patrício, o Sporting voltou a introduzir um dado inesperado no jogo: quatro minutos depois de ter entrado, Capel voltou a pôr os leões na frente do marcador, num belo golpe de cabeça a cruzamento de Miguel Lopes.
Jesualdo Ferreira acertou então no modo como mexeu na equipa: fez entrar Esgaio para o lugar de um Bruma em fase descendente e lançou André Martins para fazer a ligação defesa-ataque, em detrimento de Carrillo, que só exerceu na fase ofensiva. O jogo, que se tornou aberto e frenético, precisava de alguém que lhe pusesse gelo.
Árbitro: Artur Soares Dias (Nota 2)
Trabalho ingrato para Artur Soares Dias, que foi coerente no espírito que estimulou no jogo, acabando traído pelos seus assistentes. O juiz portuense optou por deixar jogar, ajuizando quase sempre bem o que foi teatro e verdadeiras infrações. O lance que mais manchou o seu trabalho aconteceu aos 78’, quando o seu auxiliar João Silva assinalou mal um fora-de-jogo a Esgaio que, depois, sofreu penálti de Cláudio.
NOTA TÉCNICA
Paulo Alves. A seguir ao golo de Capel fez entrar Checho mas demorou depois a mexer na equipa. Teve ainda a infelicidade de os substitutos terem falhado. (2)
Jesualdo Ferreira. Tocou-lhe ser treinador de uma das equipas mais jovens do Sporting. Boa intervenção no equilíbrio que manteve no sector intermediário. (4)
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