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07 abril

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Pote nasceu com golo mas não se livrou dos puxões de orelhas: «Ia para a frente mas relaxava a defender»

Luís Ricardo treinou o craque na formação do Sp. Braga e recorda a veia goleadora "fora do normal"

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• Foto: Paulo Calado

Foi na posição 8 que Pote deu nas vistas ao serviço do Famalicão e convenceu o Sporting, no verão de 2020, a investir 6,5 milhões de euros na sua contratação, mas é na frente que dá cartas em Alvalade, ao ponto de já ser o mais jovem médio da história do clube a alcançar a marca dos 30 golos. Na vitória no jogo-treino contra o Estoril (2-1), regressou às origens, isto é ao meio-campo, só que no seu 'ADN' está mesmo... o ataque, garante a Record quem bem o conhece: Luís Ricardo treinou-o na formação do Sp. Braga e lembra que desde miúdo o médio revelava uma "capacidade de finalização fora do normal".

"O Pote foi meu atleta nos juvenis A, quando ainda era juvenil B. Entendemos que tinha condições para saltar um escalão, já demonstrava potencial. Era um avançado, a origem dele começou aí. Não sendo um miúdo alto, muitas vezes era um '10', um segundo avançado. Na formação sempre esteve mais perto da baliza, era um finalizador nato", recorda o atual coordenador da formação do Gil Vicente, assumindo surpresa com o recuo para o meio-campo, função que ocupou quer no Wolverhampton como, depois, no Famalicão. Até porque ainda tem bem presentes na memória os... puxões de orelhas ao camisola 28 do Sporting.

"Surpreendeu-me a capacidade que teve para se adaptar a uma posição mais recuada. Lembro-me de lhe de puxar as orelhas porque ele gostava de ir para a frente, mas para trás não era tão disponível. Tinha essa capacidade inata de fazer golos, mas na fase defensiva relaxava um bocadinho. Tive de lhe fazer ver a importância de participar em todas as fases do jogo, em especial na fase da transição defensiva. Daí dizer que surpreendeu-me a evolução que ele teve a esse nível de se adaptar como um 8, que consegue defender. No Sporting aparece mais encostado ao corredor, na procura dos espaços interiores, mas quer a avançado, a 10 ou a 8, a veia goleadora mantém-se sempre. Ainda hoje, numa formação que dei aos meus treinadores, dei-lhes o exemplo de adaptar os princípios de jogo da equipa às carateristias dos atletas. O Rúben Amorim foi ao encontro das características dele", sublinha Luís Ricardo.

A terminar, o antigo treinador de Pote não tem dúvidas de que, aos 23 anos, o internacional português "ainda está numa fase de evolução" e atira em direção... ao futuro: "A continuar assim, quase de certeza que o Sporting não o poderá segurar por muito mais tempo".

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