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07 abril

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Recursos naturais na relva artificial

Julian ainda junta letras para entender as palavras e assim não consegue ler o leão

Recursos naturais na relva artificial
Recursos naturais na relva artificial • Foto: JOSÉ MOREIRA

O futebol de Nani é racional. O de Carrillo torna-se muitas vezes irresponsável. Nani é um animal de competição, enquanto Carrillo ainda encara o jogo como um espaço de diversão. Posto isto, é justo escrever que a lesão do português, na primeira parte, parecia significar um rude golpe para o Sporting. Porque é dele que tudo se espera. Ele tem alimentado como ninguém as vitórias leoninas. Como se não bastasse a dificuldade extra de jogar em relva artificial, o leão ainda tinha de garantir os pontos sem o seu melhor jogador.

No futebol, muitas vezes o que parece não é, e a reentrada do Sporting para a segunda parte revelou isso mesmo. Afinal, os recursos naturais de Carrillo (velocidade estonteante com drible curto) haveriam de fazer toda a diferença, porque quem joga, como ele, “futebol de rua”, fá-lo em qualquer terreno. Quem percebeu isso da pior maneira foi o argentino Julian Montenegro. Pode ter respirado de alívio quando viu Nani sair, porque mal sabia o que estava para lhe acontecer.

Como Carrillo “escreve jogo” de forma muito rápida e o médio adaptado a lateral ainda tem de “juntar letras para entender as palavras”, nunca conseguiu ler o que o adversário ia fazer. A única coisa que dominam em comum é o idioma. Não a linguagem futebolística. Como se percebeu em toda a segunda parte, período em que os de amarelo deram um xeque-mate a partir das ações individuais do peruano, aproveitando muito bem as linhas de pressão alta central com que Petit tentava bloquear a dupla William Carvalho/Adrien.

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