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Candidato à presidência critica falta de informação do atual líder no negócio de recompra dos VMOC
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Ricardo Oliveira deixou fortes críticas a Frederico Varandas e restante direção do Sporting, na sequência do negócio da recompra dos VMOC, anunciado esta sexta-feira, na véspera das eleições à presidência. Em conferência de imprensa, o candidato, de 51 anos, disse "basta" e mostrou-se contra a falta de informação aos sócios, no que considera ter sido uma "chico-espertice" do atual líder na tentativa de ser "reconduzido ao poder".
"Hoje é, de facto, um dia histórico para o Sporting, porque uma Direcção em exercício escolheu desprezar o processo democrático e os direitos dos sócios, tentando que uma chico-espertice, em véspera de eleições, a reconduzisse no poder sem que os sportinguistas pudessem ter tempo ou informação suficiente para decidir em consciência", frisou, reforçando: "Não sei o que irá acontecer amanhã, mas, mais tarde ou mais cedo, o Dr. Frederico Varandas e os seus colegas vão perceber que não podem tratar o Sporting como uma associação de estudantes de liceu, sob pena de sofrerem o mesmo destino daqueles que tanto criticaram".
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Leia as declarações de Ricardo Oliveira:
"Entendi apresentar a minha candidatura à presidência do Sporting Clube de Portugal por entender que era indispensável a discussão dos problemas que colocam em causa o futuro do clube, mesmo sabendo que a probabilidade de vitória era reduzida.
Por isso mesmo, entendi que a minha campanha deveria privilegiar a estabilidade do clube, institucional e desportiva, independentemente da estratégia eleitoral mais eficaz.
Por isso mesmo, nada disse quando o Dr. Frederico Varandas se escondeu atrás do treinador e abdicou de intervir enquanto candidato, fiquei calado quando se serviu de meios do clube para fazer propaganda, enquanto negava acesso ao mesmo às outras candidaturas, desvalorizando o processo eleitoral e os sócios do Sporting Clube de Portugal.
O mesmo Dr. Frederico Varandas que, há menos de quatro anos, exigia debates e frente a frentes quanto lhe interessava aceder ao poder, negou agora aos outros associados os direitos que reclamava para si próprio, fazendo exactamente o mesmo que repetidamente censurava ao seu antecessor.
Fiquei calado quando tudo fizeram para pôr em causa a minha credibilidade e a da nossa candidatura, sem medir as consequências para as nossas vidas, pessoais e profissionais.
Mas, meus amigos, agora, BASTA. Disse, neste mesmo edifício, que iria lutar até ao limite das minhas forças pelos interesses do Sporting Clube de Portugal, e não posso admitir que alguém, seja ele quem for, hipoteque o futuro do clube para benefício próprio, com base num patético interesse eleitoral.
Não posso calar-me quando, com o único objectivo de manutenção no poder, e à custa do futuro do clube, a Direcção em exercício ignora os sócios e compromete uma oportunidade única de gerar receita e garantir, não apenas a manutenção da maioria do capital da SAD, como o cumprir dos seus outros compromissos e canalizar investimento para a actividade desportiva e comercial.
Vi, hoje, com espanto e muita indignação, como a Direcção do Sporting, enquanto anunciava uma antecipação de receitas e reclamava um acordo histórico para a compra dos VMOCs, recusava responder a qualquer pergunta sobre a forma como esse suposto acordo terá sido alcançado.
Quanto custa? Não sabemos! De onde veio o dinheiro? Não fazemos ideia! A que preço? Pelos vistos não interessa, desde que sirva de trunfo eleitoral.
Podemos fazer de conta que não sabemos que já existia um acordo para a recompra, com um valor definido para os VMOCs.
Podemos fazer de conta que os estatutos do Sporting Clube de Portugal não obrigam a que a realização de operações de crédito que excedam 20% do orçamento de gastos e investimentos sejam submetidas à aprovação dos sócios em Assembleia Geral, até porque também podemos fingir que não estamos em regime de duodécimos, por não haver orçamento aprovado.
Podemos, até, fingir que o Dr. Frederico Varandas e a sua Direcção não se recusaram a informar os sócios em véspera de eleições, de uma operação decisiva para o futuro do clube, dos seus custos e consequências.
Podemos, até, fazer de conta que as intenções do timing deste anúncio não são hipócritas, eleitoralistas e planeadas, não podemos é fingir que o Sporting se pode dar ao luxo de perder mais de 90 milhões de euros, apenas e só para satisfazer o ego do Dr. Frederico Varandas.
Hoje é, de facto, um dia histórico para o Sporting, porque uma Direcção em exercício escolheu desprezar o processo democrático e os direitos dos sócios, tentando que uma chico-espertice, em véspera de eleições, a reconduzisse no poder sem que os Sportinguistas pudessem ter tempo ou informação suficiente para decidir em consciência.
Não sei o que irá acontecer amanhã, mas, mais tarde ou mais cedo, o Dr. Frederico Varandas e os seus colegas vão perceber que não podem tratar o Sporting como uma associação de estudantes de liceu, sob pena de sofrerem o mesmo destino daqueles que tanto criticaram.
Espero que os Sportinguistas se informem a tempo de não recompensar a imaturidade, a irresponsabilidade e a soberba de quem se considera mais importante do que o Sporting Clube de Portugal"
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