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Em entrevista à Sporting TV, antigo avançado argentino reitera que a passagem pelo Sporting o marcou de forma indelével
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Alberto Acosta, antigo goleador do Sporting, figura de referência na conquista do campeonato nacional, na temporada 1999/2000, que colocou ponto final num jejum de 17 anos sem títulos, não tem dúvidas de qual seria a sua primeira visita, caso pudesse viajar, neste momento, de Buenos Aires para Lisboa.
"Ia visitar o clube e o estádio. Nunca tive a oportunidade de jogar neste novo estádio e, seguramente, que um dos muitos amigos que deixei aí iria buscar-me ao aeroporto", assegura o antigo avançado argentino, que não tem dúvidas de qual seria o primeiro a rumar ao Aeroporto Humberto Delgado: Nuno Santos, antigo suplente de Peter Schmeichel no clube de Alvalade.
"Ou então, viria o Toñito, de Espanha, ou o Vidigal, o Rui Jorge, o Beto ou o Pedro Barbosa… Mas, em primeiro lugar está o meu amigo Nuno Santos. É uma pessoa que estimo muito e com quem falo normalmente", revela o antigo internacional argentino, em entrevista, por videoconferência, à Sporting TV, na qual passa em revista os dois anos e meio passados em Alvalade, que o marcaram de forma indelével.
"Hoje, ainda toda a gente me reconhece por esse nome [El Matador]. Para mim foi um prazer ter estados dois anos e meio no Sporting e ter conseguido o título foi algo de espetacular", sublinha o sul-americano, integrado há dois meses, juntamente com Romagnoli, outro avançado que passou por Alvalade, na estrutura técnica do San Lorenzo, onde tenta transmitir aos mais jovens, a experiência de quase duas década… ao mais alto nível.
Da temporada 1999/2000 recorda quase tudo. As imagens, os golos, os companheiro e um estádio completamente lotado, quando a equipa regressou de Vidal Pinheiro com o troféu de campeã nacional. Antes, sucedera um percalço chamado… Sabry, que adiou por uma semana a conquista do título.
"Foi um golpe duro, sobretudo para os adeptos. Nas nossas cabeças, o título já estava ganho. Depois da derrota com o Benfica, juntámo-nos no balneário e dissemos que não poderia acontecer outra vez. O pensamento do grupo era muito forte e… foi das coisas mais bonitas que me aconteceu no futebol", confessa, reconhecendo que este era um sentimento partilhado por todos os futebolistas que integravam o grupo liderado por Augusto Inácio.
"Foi muito lindo ver o estádio cheio", assume, admitindo que a viagem entre Vidal Pinheiro e o Estádio José Alvalade parece ter demorado "sete horas".
O bicampeão da Copa América, ao lado de jogadores como Diego Armando Maradona, reconhece as dificuldades de adaptação ao futebol português, numa primeira fase, e parte desse pressuposto para pedir alguma paciência para com os três argentinos do Sporting – Acuña, Battaglia e Vietto. Antes de deixar uma palavra de esperança aos adeptos, em contexto de novo coronavírus, não esquece Paulo Gama, o eterno roupeiro dos leões.
"Paulinho é a pessoa que representa o Sporting", argumenta ‘El Matador’, agradecendo ainda ao… futebol a oportunidade de ter envergado um símbolo como o do clube de Alvalade.
"Foi tudo muito bom, durante quase 20 anos de carreira. O futebol deu-me muito mais do que eu pude dar ao futebol. Estou muito agradecido pelo que o futebol me deu. Por isso, sempre que vou à Europa, passo por Lisboa para ver os meus amigos do Sporting", conclui Beto Acosta.
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