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Sporting-Gençlerbirligi, 0-3: Leão ficou congelado no grande banho turco

O futebol não é apenas um jogo de sorte. Mas ontem parece que o Sporting andou sempre atrás daquilo que lhe poderia fazer pior

Sporting-Gençlerbirligi, 0-3: Leão ficou congelado no grande banho turco
Sporting-Gençlerbirligi, 0-3: Leão ficou congelado no grande banho turco • Foto: João Trindade

Vai ser muito difícil ao Sporting apagar a triste imagem que deixou no jogo de ontem em Alvalade e que conduziu a tão inesperada como incompreensível mas também justa eliminação da Taça UEFA. Isto não vai lá só com desculpas públicas de Fernando Santos e seus jogadores porque o que se passou ontem frente ao Glençerbirligi terá certamente envergonhado o mais tolerante adepto leonino. Os leões andaram muito tempo perdidos no relvado de Alvalade e nem talento tiveram para se encontrarem. Um pingo de classe talvez tivesse feito renascer o orgulho e recuperar alguma da dignidade perdida. Mas nem isso aquele irreconhecível leão conseguiu fazer. Ficou congelado no grande banho turco.

Sem sorte

No meio do desastre ainda fica a sensação de que o leão não teve uma pontinha de sorte que poderia tê-lo levado para outro destino que não fosse as profundezas da humilhação. Talvez até o árbitro tenha dado uma mãozinha aos turcos. Talvez. Mas foi só isso? Claro que não. É verdade que o Sporting foi infeliz na forma como sofreu o 2-0 que fez desabar por completo a confiança leonina que tão abalada ficara, dois minutos antes, com o golo marcado na transformação de um livre que apanhou Ricardo demasiado adiantado, mas o certo é que a equipa sem um Rochemback influente pareceu estar colada com cuspo e, assim sendo, ficou demasiado vulnerável à sorte do jogo. Ou ao azar, como quiserem. Mas também à qualidade e à ousadia dos turcos porque, convenhamos, também tiveram muito mérito no descalabro do Sporting.

Mundança táctica

Sem Custódio, o treinador do Sporting apostou em Carlos Martins. Mas fez mais e colocou a equipa a jogar num 4x4x2, seguramente com a intenção de ter uma equipa coesa, que controlasse o jogo e sobretudo a bola. Mas o que acabou por se ver primeiro foi um Sporting tímido e sem dinamismo que só aos poucos ganhou espaço no jogo muito por obra e graça do esforço do incansável Liedson.

Mancha vermelha

Foi uma enorme mancha vermelha que primeiro tingiu o relvado de Alvalade. O treinador do Glençer foi ousado e apostou num esquema com três centrais, onde Baris, habitual trinco da equipa e da selecção turca, se assumiu como o grande estratega da equipa. Durante dez minutos, Glençer instalou-se no meio-campo leonino e quase marcou num grande remate de Skoko. Ricardo defendeu e parecia que tínhamos homem para a noite. Puro engano.

O Sporting porém foi crescendo. Polga e Beto garantiam segurança e ainda que o meio-campo alimentasse quase a pão e água o ataque, a verdade é que Liedson, Barbosa e João Pinto, mas sobretudo o brasileiro, conseguiam fazer alguns "cozinhados" que deram para criar uma boa expectativa. Mas a iminência do golo ficou-se por um remate de Liedson sobre a trave na recarga a uma bola saída com pouca convicção do pé esquerdo de Tello, depois de abertura de João Pinto.

Banho

O problema é que a primeira parte terminava como tinha começado: com uma imensa mancha vermelha que se transformou num autêntico banho turco que representa uma nódoa histórica para o Sporting. Ao golo de livre de Tandogan julgava-se que se seguia o intervalo. Qual quê! Um azar nunca vem só e o segundo golo foi tão esquisito como trágico. Era o fim. Por aquilo que se tinha visto na primeira parte e a juntar a tudo aquilo que já se viu do Sporting esta época, estava colocado de parte a hipótese do leão ser capaz de dar a volta ao jogo e à eliminatória.

Pesadelo

Fernando Santos precisava de ver a equipa marcar três golos e lançou Lourenço. Dois momentos de perigo junto à baliza dos turcos e... golo do Glençer! Dois minutos depois, Ozkan (que perdeu dois golos na primeira parte) atirou a bola à trave! O público abandonava Alvalade e o treinador punha Paulo Bento para tentar equilibrar a equipa. Agora já só restava fugir de humilhação maior que só não se verificou porque entretanto os turcos foram perdendo gás.

Tudo o que se passou a seguir foi um verdadeiro pesadelo para Fernando Santos e seus jogadores. Acabaram por ser 45 minutos de castigo com assobios e lenços na despedida. O pouco que a equipa ainda conseguiu produzir na segunda parte não deu sequer para recuperar alguma dignidade. Duas ocasiões de Lourenço e um grande lance de Pedro Barbosa foram sinais que não aliviaram a revolta de uma noite que era para ser de festa e foi de vergonha. Impossível esquecer. E perdoar?

O árbitro

JOHAN VERBIST (1). Cometeu alguns erros graves. Perdoou a expulsão de Mercimek ainda na 1ª parte e com o resultado a zero. Mal auxiliado nalgumas situações de fora-de-jogo em que o Sporting saiu prejudicado. Finalmente, já na parte final do encontro, não assinalou uma grande penalidade por mão do mesmo Mercimek. Não serve de desculpa para os leões, mas Verbist esteve de facto muito mal. Não foi o único.

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