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Sporting nunca teve pressa e chegou a ser brilhante em alguns momentos do jogo...
Foi enorme a manifestação de força leonina no jogo que celebrou, em casa, a liderança isolada do campeonato – e que, enquanto FC Porto e Benfica não jogam, já vai em 5 pontos de vantagem. Um processo gradual que teve início no ambiente tremendo proporcionado por quase 40 mil pessoas e que prosseguiu com a expressão de muitas das qualidades que suportam as grandes equipas: a paciência para não se perturbar e desunir face às dificuldades provocadas pelo adversário; o talento para, no momento certo, fazer apelo ao instinto matador e decidir o jogo; a serenidade para, com a vitória garantida, gerir as contingências do jogo e construir situações suficientes para dar ao marcador números ainda mais desnivelados.
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O líder foi impressionante precisamente na noite em que muitas dúvidas se levantavam quanto à sua capacidade de resposta – assinou uma das melhores exibições da época como resposta indiscutível aos efeitos da nova posição de privilégio que tem na tabela.
Penáltis
Colocado num inferno verde e branco, o Belenenses teve arte e engenho para pôr o jogo em banho-maria; para relativizar o efeito da euforia que emanava da bancada com efeitos no futebol praticado nas quatro linhas; para travar a eventual exaltação de uma equipa que, pela primeira vez em quase uma década, jogava entre os seus como líder isolado do campeonato. O grande mérito da equipa de Leonardo Jardim foi não se ter afetado pelo equilíbrio global de um jogo quase sempre disputado longe das balizas. O Sporting teve serenidade para analisar corretamente as incidências, as dificuldades e os parâmetros em que o duelo foi evoluindo, evitando a pressa de resolver um problema em relação ao qual tinha hora e meia para dar a volta. A equipa manteve coesão mesmo sem impor o seu jogo e a frieza necessária para não cometer erros; e concedeu a si própria a convicção de que, mais cedo ou mais tarde, acabaria por fazer vingar a lei do mais forte.
O início da afirmação leonina aconteceu por linhas tortas, através de uma grande penalidade inexistente, aos 27 minutos, tão ridícula como aquela que o juiz não assinalaria, aos 44 minutos, por falta clara de João Meira sobre Montero. A verdade é que o líder do campeonato soube esperar pela sua hora e aproveitou o momento para dar à contenda uma fisionomia diferente, mais próxima daquilo que era o seu desejo: em vantagem no marcador, forçou o adversário a sair da posição cómoda em que esteve até ao golo de Adrien.
Sem discussão
Para o segundo tempo, Marco Paulo lançou o jovem Sturgeon no jogo, em detrimento do desenquadrado e irrelevante Diawara. A ideia passava por dar mais mobilidade na frente, de modo a encurtar distâncias entre a equipa e o homem mais avançado. Não houve muito tempo para se perceber o resultado da intervenção do treinador, porque o Sporting cedo elevou para 2-0, dando ao marcador uma expressão difícil, para não dizer impossível, de contornar. Os leões ganharam ainda mais confiança com esse tento de André Martins, ao mesmo tempo que o jogo assumia contornos que expunham o Belenenses a situações de muito apuro: os azuis quiseram correr alguns riscos ofensivos, abrindo alas a que o Sporting explorasse o espaço concedido nas costas da sua defesa, em transições ofensivas rápidas – o terceiro golo, por exemplo, foi assim construído. Nessa altura ficou à vista o tamanho da manta azul no jogo de ontem: quando tapou atrás, teve dificuldade em chegar à frente; quando puxou para a frente, destapou atrás.
Árbitro: Hugo Pacheco (nota 1)
Pouco a dizer de um árbitro que comete erros tão grosseiros em jogo tão fácil de dirigir. A grande penalidade que inaugurou o marcador é uma alucinação – o assistente Nelson Moniz pareceu ter culpas no cartório. Dois homens viram uma falta (inexistente), dentro da grande área (pode ter sido em todo lado mas aí não foi de certeza). Aos 44 minutos, não assinalou falta de Meira sobre Montero. Era penálti e expulsão do belenense.
Momento: 28'
O jogo decidiu-se na grande penalidade convertida por Adrien, a castigar falta inexistente de Filipe Ferreira sobre Cédric. A partir desse momento, o Sporting lançou-se para uma vitória clara e para uma noite em que tudo lhe correu bem.
Nota técnica
Leonardo Jardim. A equipa joga com segurança cada vez maior e a intervenção do treinador é sempre de forma a melhorar a produção. Um grande jogo. (4)
Marco Paulo. Enquanto o nulo se manteve, o Belenenses expressou o que de melhor tem para dar. Quando precisou de dar o passo seguinte, a manta era curta. (2)
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