Gonçalo Feio viu empate do Sporting nas Aves: «Tivemos a confirmação de que há espaços para aproveitar»

Treinador do Tondela anteviu jornada em atraso frente aos leões, afirmando que irá lutar pela posse de bola

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Gonçalo Feio, treinador do Tondela
Gonçalo Feio, treinador do Tondela • Foto: Luís Vieira / Movephoto

O Tondela ruma a Alvalade esta quarta-feira (20H15) para defrontar o Sporting, jogo em atraso da 26.ª jornada. O treinador dos beirões, Gonçalo Feio, teceu elogios ao adversário, uma das "oito melhores equipas da Europa" esta temporada, mas sem esquecer que o seu objetivo é sempre "jogar e competir". 

Aliás, o treinador de 36 anos até revelou que parte da sua equipa técnica assistiu ao empate dos leões frente ao AVS SAD (1-1), em Vila das Aves. "Estivemos lá. Parte da nossa análise é feita em vídeo e outra parte in loco. Estivemos nesse jogo a confirmar os processos do Sporting, tais como as estruturas, porque com bola é mesmo uma equipa de topo europeia e tem jogadores de enormíssima qualidade", afirmou Gonçalo Feio, sem esconder que viu debilidades: "Por outro lado, tivemos a confirmação de que também há, em espaços, coisas que podemos aproveitar para este jogo."

A ambição da sua equipa passa por tirar a bola ao Sporting? "Não escondo que também passa por isso. Preparar um jogo de futebol só sem bola não é algo em que eu acredite, mesmo tendo todo o respeito pelo Sporting. Mesmo contra um adversário tão forte, um jogo continua a ter diferentes fases. E há a questão da confiança, porque um jogador sente-se mais confiante com a bola no pé. Felizmente, temos conseguido passar muito tempo no terço contrário e trocar mais bola junto à outra área. Não conseguimos é marcar ou não sofrer, mas temos de ter coragem com bola."

O jogo com o Casa Pia, adversário direto pela permanência, no fim-de-semana terá algum efeito? "Vamos ter em atenção essa finalíssima no domingo, mas as equipas de futebol não constroem plantéis só com 11 jogadores, têm 20. Com isto quero dizer que quem jogar amanhã com o Sporting pode também jogar no domingo e vice-versa. Os que jogarão com o Sporting deve-se ao rendimento e, como tal, vamos ter de tomar decisões."

Como está a tratar a mentalidade dos jogadores neste momento em que estão na zona de descida? "Em primeiro lugar, a tabela não entra em campo. Diz-se que viver no futuro não é bom, o que nos prepara o futuro é o presente com as aprendizagens do passado. Tem de se jogar em campo e pensar na próxima bola ou na próxima jogada. Depois, vamos ter um jogo duro e difícil. Com o Nacional, tivemos de saber entender onde estivemos mal e porquê. Uma grande parte do que mostrámos à equipa é onde estiveram bem e o caminho tem de ser trilhado com base no que a equipa tem feito de bem. Sabemos que o que conta hoje em dia são os resultados, mas para quem analisa mais os processos, jogámos para ganhar e os números estão lá. Num momento difícil, queremos que a equipa acredite. Muitas vezes, escondemo-nos no trabalho, estamos concentrados em tarefas. Isso reduz a emocionalidade, é um pouco por aí, temos que ter coração. O futebol também é alma, é coração e garra para dar aquele mais.”

E vai poupar a equipa ou é mais no aspeto mental que se concentra? "Ambos. Quando se chega a esta fase da temporada, apesar de cá estar há pouco tempo, tem que se gerir muito as coisas. Questões psicológicas, físicas e disciplinares, pelos cartões. O próximo jogo é amanhã. Sabemos que no domingo há uma final, mas temos um jogo difícil e todos os pontos ajudam. É mais uma oportunidade para demonstrarmos coragem no nosso futebol e desenvolver os nossos processos. E claro, é mais uma chance para recuperar os nossos adeptos."

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