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Técnico garante não jogar para o empate, embora reconheça a importância de pontuar sempre que possível
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Tozé Marreco, treinador do Tondela, foi um dos protagonistas da mais recente edição do magazine da Liga Sabseg, aproveitando para abordar a temporada exigente que tem vivido no clube, impedido de contratar jogadores no último verão e também neste mercado de inverno. Para o jovem treinador, tem sido uma experiência de enorme aprendizagem.
"Este impedimento de inscrever jogadores coloca-nos uma série de problemas em termos de organização, de preparação do jogo e da época, e da própria liderança, que mais ninguém passou por eles. Dá-nos também uma bagagem e uma aprendizagem gigante, porque temos de arranjar constantemente soluções", disse o técnico, 35 anos, considerando que o mesmo é válido para os jogadores: "Eles vão sair muito mais homens e muito mais jogadores depois desta época atípica."
Apesar de ter apenas três triunfos no campeonato, o Tondela só perdeu por duas vezes em 15 partidas, somando dez empates. Embora reconheça importância de somar pontos com frequência, Tozé Marreco recusa a ideia de jogar para o empate.
"Nestes quatro anos, treinei equipas que lutavam pela manutenção. Em dois desses anos, num subimos de divisão e noutro fomos à fase de apuramento de campeão. Em equipas que lutam pela manutenção, o mais importante não é a percentagem de vitórias, mas sim de pontos conquistados. A nossa percentagem de derrotas é muito baixa e isso é muito importante. Se tenho para o jogado para o empate? Não. Em muitos destes jogos, a vitória podia ter-nos sorrido. Não aconteceu por pormenores", explicou, antes de sublinhar: "Eu não sou lírico, sou realista. Temos de conquistar pontos, mas podemos fazê-lo a jogar bom futebol. Tenho adaptado a forma como ataco e defendo de acordo com os jogadores que tenho, o relvado que tenho e o contexto do clube."
Em relação à sua ligação com os auriverdes, o antigo avançado não esconde o carinho especial. "É um clube diferente para mim, por tudo o que vivi enquanto jogador. As coisas correram muito bem nas duas passagens e sempre me senti muito confortável e acarinhado aqui, o que é importante. Quando surgiu este convite, as peças estavam no sítio certo para regressar. É um clube diferente na forma de estar, de receber e de encarar a competição. É um clube que me faz muito feliz", sintetizou o técnico, que revelou que a paixão pelo treino surgiu desde tenra idade.
"A paixão pelo treino surge muito cedo. Sempre gostei da forma como se via e se preparava o jogo, desde muito pequeno. Quando jogava, estava atento ao porquê de se fazer um exercício, porque se montava a equipa daquela forma e fui estando atento a esses pormenores. Depois as coisas aconteceram naturalmente, a chegada à Académica, o convite do Oliveira do Hospital e, este ano, a chegada a Tondela", finalizou.
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