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Luís Pinto satisfeito pela vitória mas sublinha: «Temos de ter a capacidade de jogar o jogo todo»

Luís Pinto comunica com os jogadores durante o V. Guimarães-E. Amadora
• Foto: Tony Dias/Movephoto

Luís Pinto, treinador do V. Guimarães, salientou a mudança de atitude que os seus jogadores mostraram após o intervalo, assumindo que esse detalhe permitiu à equipa sair hoje com mais três pontos no campeonato após o triunfo sobre o E. Amadora ().

"Se não tivermos isso (atitude) tudo o resto é acessório, o que aconteceu na primeira parte não foi propositado, foi mesmo por incapacidade tendo em conta o que foi o último jogo e o que significava voltar a casa. A apatia que existiu foi um pouco o congelar de toda a gente, queríamos muito mudar as coisas. Depois lesionou-se o Abascal, acredito que tudo entrou negativamente na cabeça dos jogadores. Ao intervalo a mensagem foi essa, não houve mais nada a focar a não ser a necessidade de ter intensidade para dar a volta. Depois, um ou outro ajuste. Mas, sobretudo foi a atitude", começou por dizer o técnico dos vimaranenses, em declarações na conferência de imprensa.

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É 'melhor' o Vitória começar os jogos em desvantagem?

"Passou-me isso pela cabeça quando sofremos o golo, mas a resposta que demos na primeira parte não foi essa. A força demonstrada na segunda parte é algo que nos deixa satisfeitos. Temos de ter a capacidade de jogar o jogo todo. Não existe falta de vontade, é inconcebível pensar isso. Estávamos apáticos e a não conseguir reagir. A nossa reação na segunda parte foi muito boa, conseguimos trazer o estádio para o nosso lado. Na segunda parte toda a gente se envolveu e acabamos por vencer."

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Reviravolta importante para o jogo que aí vem?

"É importante para todos os jogos. É o que não é negociável da nossa parte. Esta forma de estar de querer que as coisas aconteçam a nosso favor é inegociável. A forma como estamos no campo tem de ser proativa, não podemos perder a bola como perdemos na primeira parte e o Estrela chegar sempre primeiro nas divididas."

Dois estreantes a marcar

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"Isso reflete muito o que andamos aqui a falar desde o início da época e que é o projeto do Vitória. Acabamos o jogo com uma linha defensiva em que jogador mais velho tinha 25 anos. O Balieiro fez uma exibição muito conseguida na segunda vez em que foi titular. Este projeto tem a ver com a qualidade dos jovens. A pressão de jogar no Vitória existe, a pressão de jogar no D. Afonso Henriques joga a nosso favor, mas é preciso ter estaleca para se jogar aqui depois de um resultado negativo. Ficamos muito felizes com o que fizemos na segunda parte porque houve resposta. Na primeira parte também tivemos oportunidades… o Samu fez um golo que… prometi que não ia falar mais sobre isso. Não podemos esconder que há três ou quatro jogos temos jogado uma parte. Queremos trabalhar e crescer sobre isso. Os nossos jovens vão conseguir ter mais consistência", terminou.

Por Marques dos Santos
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