O Tribunal da Relação de Guimarães absolveu Pimenta Machado dos crimes de peculato de que foi condenado em primeira instância pelo Tribunal das Varas Mistas, mantendo apenas a condenação parcial por um crime de falsificação de documentos, tendo mandado levantar uma caução de 500 mil euros. Os recursos do Ministério Público e do Vitória foram julgados improcedentes e o ex-presidente nada tem a pagar ao clube.
Pimenta Machado vai processar o Estado português alegando danos morais e outros prejuízos. A Record, após um dia muito intenso, referiu que viveu 'um calvário de seis anos e meio' e mostrou-se feliz por 'finalmente se ter feito justiça'.
'Vivi um calvário resultante de uma tramoia de algumas pessoas de Guimarães e desta vez provou-se que nunca me apropriei de nada que não fosse meu. Jamais destruí o clube, pelo contrário, do nada construí um clube com o apoio das pessoas que me acompanharam', desenvolveu. O homem que foi durante 24 anos presidente do Vitória não conseguiu esconder a emoção: 'Tudo isto foi difícil para mim, para as minhas filhas e toda a minha família, e isso não posso esquecer.' Durante estes anos, em que se afastou do futebol, 'havia só uma coisa que me confortava: a minha consciência'. O que lhe permitia 'todos os dias olhar para o espelho.'
Hoje, Pimenta Machado vê o Vitória como 'um clube semidestruído sobretudo no aspeto financeiro e patrimonial, com tudo hipotecado'. E promete para os próximos dias algumas revelações.
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