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Candidato pela lista B à presidência em ação de campanha em Moreira de Cónegos
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Foi com uma mensagem forte e num tom mais emocional que Alex Costa fechou mais uma ação de campanha, desta feita em Moreira de Cónegos. Numa sessão de esclarecimento que contou com cerca de três dezenas de associados, o candidato pela lista B guardou para o final uma mensagem do coração, aproveitando para responder a todos aqueles que o têm acusado de falta de independência.
"Sempre andei em Guimarães de cabeça erguida e assim quero continuar. Estou aqui para servir o Vitória. Não admito que acusem esta lista de falta de independência. Aqui há trabalho, aqui há seriedade, empenho e compromisso. Quero continuar a andar em Guimarães de cabeça erguida. No dia em que fizer algo assim, serei um rato, e aí, sim, abandonarei Guimarães. Mas eu quero morrer de cabeça erguida na terra que amo. Não vale tudo para chegar ao Vitória", atirou Alex, aproveitando a deixa de um associado, que o havia questionado sobre se deixaria de ir ao estádio quando terminasse o mandato, como "os presidentes anteriores".
Uma mensagem do coração que fechou uma sessão que durou cerca de uma hora e um quarto. Antes, Alex Costa esteve a passar em revista o seu programa, esclarecendo as dúvidas dos presentes sobre a política desportiva e financeira que quer implementar. O objetivo é claro: interver o rumo.
"Já percebemos que o rumo tem de ser invertido. Hoje as equipas que representam o Vitória não representam os nossos associados. Os que acompanham as equipas nos campos, nos pavilhões, não se revêem. A pandemia tem sido desculpa para muita coisa, mas a pandemia não pode ser desculpa para tudo. O clube tem de ter política de proximidade com os sócios, para que eles próprios se juntem também ao Vitória e contribuam como contribuíram ao longo dos 100 anos. Os 100 anos de Vitória, do ponto de vista desportivo e de troféus, não representam muito, mas representam grandeza humana que poucos clubes no Mundo não têm. Isso não podemos perder. Temos sem dúvida os melhores adeptos deste país, porque são apaixonados,porque se interessam e porque, infelizmente, ganham menos do que merecem ganhar. Temos de criar equipas que se aproximem mais da grandeza dos adeptos. Isto cansa. Todos os fins-de-semana levarmos expectativas para dentro dos estádios, trazermos desilusões atrás de desilusões, irmos para a cama mais cedo… os fundadores fundaram-nos com outro objectivo. Fundaram-nos para nos trazerem para juntos de equipas que nos representem e nos dêem alegrias e não tristezas. Os adeptos têm feito a sua parte. É hora do Vitória perceber que tem de fazer a sua", apontou, explicando depois que parte desse caminho passa por apostar na formação.
"Em relação ao futebol profissional, esta lista propõe aposta clara na formação dos atletas. Olhamos para a formação como um pilar estratégico. Os outros clubes já se aperceberam disso. Nós, em tempos, fomos pioneiros na criação de um grande complexo desportivo. Fomos os primeiros, há 30 anos, a criar um grande conjunto de infraestruturas. Hoje, marcamos passo, perdemos profissionais ou semi-profissionais para clubes de menor dimensão. Direcionamos para jogadores estrangeiros, de qualidade duvidosa, que de Vitória conhecem muito pouco, em detrimentos dos que têm ADN do Vitória. Prioridade tem de ser para os que conhecem o Vitória. Queremos devolver o estatuto europeu ao Vitória. Já não somos um clube dos anos 80. E só assumindo isto com humildade e só percebendo onde estamos, é que podemos começar a construir o futuro", frisou.
Uma das grandes reformulações que Alex pretende implementar ao nível da formação é repensar o escalão sub-23. A ideia é manter a equipa no ativo, mas com outros intervenientes. "Queremos continuar com campeonato sub-23, mas quem vai disputar são os sub-19. Onde alargamos a base? Sub-18, sub-19. Qualquer clube chega aos sub-17, o próximo passo é sub-19. E todos os planteis têm metade sub-18 e sub-19. A outra metade vai embora. Investimento? Muito pouco. Muitos deles nem contrato têm. Se alargarmos a base, permitirmos que tenhamos mais jogadores nos sub-19 que permitam jogar nos sub-23 com os que não jogam na equipa B, conseguimos reduzir a quantidade de jogadores que temos nos quadros. Vejam quem joga nos sub-23 do Benfica, Sporting… são sub-19, sub-18, sub-17. Serve para isso. Tirá-los da zona de conforto para depois tomar decisões", vincou.
Por fim, Alex deixou ainda um apelo aos presentes, ao pedir-lhes que sejam parte do acordar da "maioria silenciosa". "É hora de acordar a maioria silenciosa, é gente que só quer que o Vitória ganhe. Existem minorias ruidosas que fazem muito barulho e já percebemos qual é o objetivo. A comunicação tem que ver com a proximidade, sermos transparentes e dizermos a verdade aos sócios. No ano em que o Vitória conquistou o seu maior troféu foi um ano de dificuldades, mas foi um ano em que dissemos a verdade aos sócios. Deram as mãos e ajudaram o grupo. É hora de o Vitória se unir para servir o Vitória", finalizou.
De referir que, nesta mesma sessão, falaram ainda Carlos Ribeiro, candidato a vice-presidente, que focou a sua mensagem na importância da comunicação e da transparência para com os associados, e Eduardo Leite, responsável pela área financeira, que detalhou o projeto de reestruturação que esta direção, se eleita, pretende implementar.
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