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Presidente do Vitória reafirma que se demite se a equipa não terminar no 5.º lugar
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Apesar da distância pontual para o Gil Vicente não permitir antever uma luta fácil pelo 5.º lugar, o Vitória não atira a toalha ao chão e vai procurar, nos 10 jogos que faltam, ainda atingir o objetivo para o campeonato. António Miguel Cardoso acalenta essa esperança, mas, em declarações ao Zerozero, voltou a dizer que, falhando essa meta, se demite.
"Recandidatura? O Vitória é dos sócios, eles é que decidem. Se decidirem que querem outra direção, já não é um problema meu. Vou estar na bancada a querer que o Vitória ganhe. Se não ficar em quinto e se eu decidir que quero continuar, vou ouvir os sócios em Assembleia Geral", disse o dirigente máximo dos minhotos, reiterando que a palavra é dos sócios.
"Por isso, eu acho que no final desta época é um excelente momento para que os sócios percebam para onde querem ir e para que eu também perceba que caminho quero seguir, se quero continuar ou se terá que vir outro. Faz parte. Mas estou totalmente disponível e tranquilo em relação ao futuro, tanto do Vitória como meu", acrescentou.
Ainda assim, António Miguel Cardoso defendeu o trabalho efetuado até então. "Dizia-se que este ano, se calhar, o Vitória ia descer de divisão e que as coisas iam correr mal. Já conquistámos uma Taça da Liga, o terceiro título da história do Vitória. Portanto, o sucesso desportivo desta administração é muito claro", frisou o presidente do Vitória, recordando também os três acessos europeus consecutivos no passado e as melhorias a nível financeiro.
Quanto às decisões mais polémicas, como a reestruturação do plantel com a saída de vários nomes de peso, António Miguel Cardoso disse que era hora de um novo ciclo. "Precisávamos de rejuvenescer com carne nova, entre aspas, com ativos novos, para fazer com que Vitória pudesse solidificar e basicamente renovar. Foi feito e, passados uns meses, tendo sido muito criticado, vemos um plantel em que é possível enumerar sete ou oito jogador facilmente vendáveis. Camará, Saviolo, Ndoye, Gonçalo Nogueira, Diogo Sousa, Tony Strata e Balieiro", analisou.
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