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Guarda-redes assume a titularidade e a braçadeira de capitão após a saída de Bruno Varela
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Charles é o guardião principal do V. Guimarães esta temporada e já com honras de capitão de equipa, depois da saída de Bruno Varela do D. Afonso Henriques. Em declarações aos jornalistas, à margem de uma iniciativa em Cinfães, o guardião brasileiro acredita que a equipa vai conseguir melhorar a vários níveis, inclusive no que toca a resultados.
Estamos num início de época grandes transformações. Como é que o Charles tem sentido isso, assumindo este novo papel como titular e capitão? "Acho que as saídas fogem daquilo que posso dizer, isso cabe mais à direção. Em relação a ser capitão e ao início da temporada, estamos a trabalhar para que as coisas aconteçam. Lógico que trabalhamos dia após dia para chegar ao final da semana e desempenhar um bom trabalho, um bom futebol. Jogando num grande clube como é o Vitória, a exigência é grande. Sabemos que a resposta tem que vir para quem está num clube da dimensão do Vitória. A resposta vai surgir."
Esperava um início de campeonato em que o Vitória conseguisse melhores resultados que aqueles que surgiram nas primeiras quatro jornadas? "Ao estarmos num clube da grandeza do Vitória, sabemos que queremos os resultados. E não são só os adeptos que querem isso. Os jogadores também querem resultados. Trabalhamos toda a semana para chegar aos jogos e desempenhar um bom papel, e, independente do adversário conseguir os três pontos. Quando não surge, é o futebol, as coisas acontecem, estamos a trabalhar para que as coisas mudem".
O Charles acaba por assumir a titularidade desta temporada em função da saída do Bruno Varela. Como é que se sente neste novo papel? "Sinto-me preparado, sempre estive preparado, sei da exigência que é estar aqui. Um grande guarda-redes que saiu, um grande profissional, uma pessoa pela qual tenho um carinho muito grande. Ajudou-me muito quando cheguei ao clube, desejo-lhe o melhor. Agora procuro o meu espaço aqui no Vitória, sabendo da exigência do clube, mas sabendo também das qualidades que tenho".
Saíram algumas das referências que o plantel tinha da temporada passada. Aqueles jogadores que transitam das últimas épocas têm uma responsabilidade maior para tentar fazer com que aqueles que chegaram de novo entendam a realidade do clube e que estejam à altura daquilo que lhes é pedido de fora, mas também de dentro? "Creio que quem ficou agora - eu digo os mais velhos - tem de ajudar na adaptação o mais rápido possível. Sabemos que quem chega vem para ajudar e quem já está aqui também vai ajudar nessa adaptação e, consequentemente, a alcançarmos os resultados o mais rápido possível".
Neste jogo apareceram dois jovens, o Gonçalo e o Miguel. Como capitão sente essa necessidade de, no fundo, os integrar ainda melhor no grupo? "Isso é benéfico para o clube, para revelar mais jogadores. São jogadores de muitíssima qualidade. Os mais velhos só têm que passar confiança e tranquilidade para desempenharem o melhor futebol, que é o que foi feito agora no último jogo contra o Arouca. Desempenharam o melhor futebol, estão adaptados, eu creio que mais adaptados do que muita gente que já estava aqui, porque eles são da casa. Passamos-lhes tranquilidade para que todos os fins-de-semana, até nos treinos, eles estejam tranquilos, só para desempenhar o futebol deles".
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