Gil Lameiras: «Não me colocaram qualquer tipo de pressão»

Técnico fará este sábado, frente ao Famalicão, a estreia no banco da equipa princial do V. Guimarães

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Gil Lameiras na primeira conferência de imprensa
Gil Lameiras na primeira conferência de imprensa • Foto: Movephoto

Gil Lameiras já fez a antevisão do embate com o Famalicão, da 26.ª jornada da Liga, que marca a sua estreia como treinador principal do Vitória. A partida está marcada para as 15h30 deste sábado, no Estádio D. Afonso Henriques.

Como se sente ao assumir o comando técnico da equipa A do Vitória?

"Sinto-me bem, sinto-me normal. Com uma missão, com obviamente muito trabalho também a fazer. Os jogadores receberam-nos de forma exemplar. Perceberam que somos mais uns para os ajudar. E essa receção da parte deles também nos tocou, da forma como foi feita. Portanto, agradecer-lhes também por essa receção, que foi muito boa."

O que foi possível passar as jogadores nos primeiros dias de trabalho?

"Houve pouco tempo para trabalhar porque houve uma viagem na segunda-feira e na terça-feira os jogadores ainda estavam em recuperação. Portanto, não houve muitos dias para passarmos a informação que gostaríamos e dizer que vai ter um dedo do Gil Lameiras.. Mas, obviamente, cada treinador tem o seu dedo, tem o seu cunho. E, obviamente, que vai ter um pouquinho daquilo que eu gosto de ser."

O que falta na equipa para alavancar na tabela classificativa?

"Penso que acima de tudo, primeiro, não me cabe a mim publicamente fazer aqui uma retrospetiva e tentarmos perceber o que é que falhou. Acho que o dedo é a questão de cada treinador ter a sua ideia. Por mais parecida que todas as ideias possam ser, acho que vai ser sempre diferente. Portanto, desde já começar a colocar um pouquinho daquilo que são as minhas ideias. E depois, em relação à equipa, penso que a consistência, acima de tudo, é aquilo que tem faltado um pouquinho mais. Este grupo já provou que é capaz de fazer coisas muito boas. Acima de tudo, tentar fazer isso mais vezes em cada jogo."

Quais são as impressões que tem do plantel?

"A impressão é boa e da parte deles houve uma receção muito boa."

Que parecenças tem este desafio com os anteriores, em que cumpriu os objetivos?

"Eu acho que aquilo que eu poderei aportar neste à equipa é a questão de já conhecer também o clube e da exigência que também coloco no dia-a-dia. Penso que acima de tudo é olharmos para isso, não olharmos muito mais para a frente que não o dia-a-dia, darmos o melhor de nós no dia-a-dia porque estamos num clube muito grande. Acho que isso tem que ser feito todos os dias e é dessa forma que eu me vou situar, tal como me situava noutros anos, desde que cá estou, a dar o meu melhor todos os dias."

Qual foi o objetivo que lhe foi pedido pela Direção? O tema da qualificação europeia ainda foi abordado?

"Não, não me falaram nessa questão. Falaram-me acima de tudo em deixar o meu trabalho fluir, passar aquilo que são as minhas ideias para este grupo. Não me colocaram qualquer tipo de pressão, simplesmente fazer o meu trabalho juntamente com a minha equipa técnica, com os jogadores que temos."

Qual é o aliciante neste momento de ser o líder da equipa técnica do Vitória?

"O aliciante é perceber que, quando comecei, quase toda a gente gostaria de estar na equipa A, principalmente os jogadores. É sempre o objetivo de todos os jogadores na formação, nós vamos convivendo com isto mais lá atrás. Quando comecei, a equipa A parecia um pouco uma miragem, parecia algo que nunca seria atingido, nunca tive totalmente esse objetivo, porque eu não consigo pensar muito mais à frente que não no próximo jogo. Obviamente que é aliciante pela dimensão que tem o clube, pela dimensão que tem chegar a uma equipa A, com o estádio que temos, com os fantásticos adeptos que temos. Penso que esse é o desafio mais aliciante disto."

O caminho para a promoção de jovens jogadores à equipa A com Gil Lameiras está mais aberto?

"Não, não têm o caminho mais aberto, têm que continuar a trilhar caminho, porque chegar à equipa A não pode ser fácil, nem é fácil. Os jogadores têm que continuar o seu processo, porque é um caminho difícil, há uma exigência muito grande. Sendo conhecedor daquilo que é a formação do Vitória e conhecendo também, neste caso, a equipa B, que é o patamar mais próximo da equipa A, há jogadores que obviamente estão próximos deste patamar e nós estamos atentos. Agora, acho que não vai abrir caminho, porque na minha vida nunca ninguém me deu nada, tal como a equipa A, ninguém me deu nada. Então eles têm que continuar a trilhar esse caminho de forma a merecerem que essa oportunidade lhes possa ser dada."

O que podemos esperar do jogo com o Famalicão?

"O adversário é uma equipa que tem ideias muito próprias, mas nós também. Nós também queremos impor aquilo que é o nosso jogo. Jogamos em casa, perante os nossos adeptos, e também queremos, desde logo, impor aquilo que é o nosso jogo. Acho que vai ser um bom jogo."

O que o Vitória tem de fazer para contrariar o Famalicão?

"Acima de tudo, mais do que olhar para o Famalicão, temos de olhar para nós, saber aquilo que temos que fazer. E os jogadores tiveram um comportamento impecável naquilo que era absorver informações, tentarmos passar um bocadinho o nosso dedo, o nosso cunho. Portanto, eu acho que mais do que olhar para o adversário, devemos olhar nós e saber aquilo que temos que fazer."

Está à espera de ser olhado como um 'santo da casa'?

"Não, penso que não. Penso que o meu trabalho, juntamente com a minha equipa técnica, todos aqueles que trabalharam comigo para que eu fosse desenvolvendo as minhas capacidades e fosse hoje melhor, falam um bocadinho por si. Se hoje estou aqui é porque as coisas não estavam a correr como gostariam. Depois o trabalho que tenho vindo a fazer nos últimos anos, penso que tem sido feito com muita atenção. Tanto é que há cerca de um ano e meio fui convidado para a equipa B e não estava à espera disso. Há Três anos estava nos sub-17, há quatro anos estava nos sub-15. Portanto, acho que não como um santo da casa, mas acontece fruto de uma consequência do trabalho que tenho vindo a desenvolver. Portanto, acho que isto surge de uma forma natural. Obviamente que eu não posso dizer que estaria à espera, porque não estava, mas surge de uma forma muito natural daquilo que eu tinha até agora vindo a fazer."

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