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Treinador do V. Guimarães explicou desaire em Arouca, onde a equipa esteve a vencer por 2-0
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O V. Guimarães deixou-se perder por 3-2 em Arouca, depois de estar a vencer a equipa da casa por 2-0 até ao cair do pano na primeira parte. No final do encontro, o técnico dos minhotos, Luís Pinto, explicou a quebra que houve com a sua equipa, apontando para os detalhes.
"No intervalo, tentámos passar a mensagem de ir em busca de um terceiro golo, era importante ter uma atitude proativa e fazermos o básico. No entanto, até quando estávamos em desvantagem, não fizemos nem o básico. Tivemos imensas perdas de bola e quisemos sempre fazer a escolha mais difícil. Tornamo-nos uma equipa permissiva e com as suas devidas fragilidades. Mais do que questões táticas, porque o relvado estava bom até pela chuva que sofreu, mas bastante pesado, a mentalidade faria toda a diferença", resumiu o treinador, de 36 anos, louvando a "boa mentalidade" em parte da primeira metade do jogo, mas alertando para a falta da mesma ao cair do pano.
É importante perceber o clube que representamos, e representá-lo em full time, não em part-time. Temos que ser muito críticos conosco.
Treinador do V. Guimarães
Houve alguma mudança estratégica que não funcionou? "Não houve, não. A verdade é que não conseguimos pressionar da mesma forma do que na primeira parte, ficamos com um bloco muito compridio, mas tínhamos a linha defensiva bastante baixa. Quando a distância para correr fica assim, é pior. Foi difícil chegar aos sítios certos com os timings certos. Temos que conseguir jogar do início até ao fim, é uma questão de mentalidade da nossa parte. É importante perceber o clube que representamos, perceber que é preciso representá-lo em full time, não em part-time. Foi uma deslocação difícil para os nossos adeptos, pela estrada e pelo clima, mas só jogámos uma parte para eles. Temos que ser muito críticos conosco. Somos nós, o grupo de trabalho, que tem de crescer neste sentido e ser ligados até ao fim."
Samu saiu ao intervalo e João Mendes a mancar. Como estão? "O Samu foi apenas uma necessidade. O João foi um contacto ligeiro que teve logo no final. Mas nem um, nem outro, são preocupantes."
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