Pimenta Machado não vai deixar o Vitória

Pimenta Machado não vai deixar o Vitória
Pimenta Machado não vai deixar o Vitória • Foto: Miguel Barreira

Pimenta Machado não vai deixar o Vitória de Guimarães, nem verá, a breve prazo, a sua Direcção ser reforçada. Em tempo de uma crise desportiva aguda, os últimos dias têm deixado a nu movimentações de figuras disponíveis para entrar no clube e injectar dinheiro. Mas tal não passa de uma ilusão ou até de manobras de diversão, na certeza, porém, de que o clube precisa urgentemente de dinheiro. "Nunca esteve tão perto do precipício", resume um conhecedor das matérias.

E é verdade que o presidente em exercício tentou seduzir alguns empresários para ajudar o clube numa hora particularmente dolorosa, mas é um facto que nunca esteve em cima da mesa a sua hipotética saída do clube. Isto ficou claro. Da presidência, Pimenta Machado nunca abdicará, nem tão pouco da sua gestão. Também isto ficou definido nos seus encontros. Como tal, os supostos mecenas não aceitam entrar com o dinheiro que falta para salvaguardar os compromissos. Se há anos que não entram, nem será agora que o vão fazer. E Pimenta Machado sabe-o melhor que ninguém e já esperava esta reacção de uma tesouraria em estado de ruptura.

O tempo encarregar-se-á de o confirmar, mas será Pimenta Machado, quando se tornar público com todo o rigor o défice do Vitória, a disponibilizar-se para ajudar o clube que gere há 24 anos. Por essa altura, anunciará a sua intenção de disputar um novo mandato. "O presidente tem intenções de futuro à frente do Vitória", conta um seu aliado. Com efeito, e embora as próximas eleições ainda estejam longe, Pimenta Machado tenciona envelhecer no Vitória. O que fará. Só se não puder...

As conversas com os empresários

Pimenta Machado conversou com Emílio Macedo da Silva, não há dúvidas, e este, até por estar de saída do Sandinenses [clube que disputa a III série A], mostrou disponibilidade. Mas já não é de agora. Há muito que Pimenta Machado conversa com este empresário da construção civil que cedeu um espaço para o Vitória explorar a Loja Branca. Mas não passa disto. Manuel Almeida, director do Vitória no início da década de 90 e que posteriormente assumiu a presidência do Moreirense, é outro dos industriais tido como mecenas. Também não o será. Nenhum deles se perfila como dirigente ou até como presidente no Vitória de Guimarães.

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