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Arouca-Estoril, 1-1: Solo de Pintassilgo em pauta de canário

estoril puxou dos galões europeus mas foi muito perdulário

Arouca-Estoril, 1-1: Solo de Pintassilgo em pauta de canário
Arouca-Estoril, 1-1: Solo de Pintassilgo em pauta de canário • Foto: MANUEL AZEVEDO

Mais vale um Pintassilgo no bolso do que deixar escapar três canários. O Arouca fez por merecer a divisão de pontos perante um Estoril de elevada intensidade, mas que demorou a aquecer os motores e só começou a destrocar objetividade após o deslize do central Rúben Fernandes no lance (16’) que resultou no primeiro golo do encontro.

Até lá foi a astúcia da equipa orientada por Pedro Emanuel que puxou pelas despesas da partida. Um ímpeto com um futebol amplo, mais acutilante e que não demorou a render frutos quando Pintassilgo explorou da melhor maneira o corte defeituoso de Rúben Fernandes para fuzilar Vagner e abrir o marcador.

O técnico José Couceiro acusou o golpe e o reflexo dessa insatisfação não tardou a surtir efeitos práticos, com o Estoril a sacudir a passividade do arranque para uma aceleração eficaz. Com mais velocidade nos corredores, essencialmente a explorar o pulmão de Kuca e a presença de João Pedro Galvão no meio dos centrais, o Estoril ganhou corpo e apoderou-se do domínio das operações.

Um desenrolar de fulgor que trouxe mais volume ao ataque estorilista e proporcionou situações flagrantes para Kuca (22’ e 31’) e Sebá (25’) poderem estabelecer a igualdade. Um período, contudo, onde foi o guardião Goicoechea quem justificou o destaque graças a três defesas de elevado nível.

Uma autêntica muralha a segurar o ímpeto dos canarinhos até ao lance em que Tozé tirou um coelho da cartola e desenhou o caminho para a finalização (32’) do irrequieto Kuca, que acabou por estabelecer o resultado final do jogo ainda antes do intervalo com um bom remate cruzado, sem hipóteses de defesa para o guarda-redes uruguaio.

Assalto

Após o descanso o Estoril continuou a carregar no acelerador na tentativa de consumar a cambalhota no marcador, mas a amplitude no desdobramento ofensivo claudicou no capítulo da eficácia.

Na perspetiva de manter a fornalha acesa, José Couceiro fez entrar de uma só vez Filipe Gonçalves e Bruno Lopes, mas a dupla não conferiu o discernimento desejado, apesar de a rotação elevada ter permanecido.

Uma lacuna com custos no resultado final, já que Sebá (50’) e Tozé (65’) tiveram tempo e espaço para, isolados perante Goicoechea, fazerem melhor do que rematar à figura.

Desta vez a audácia não saiu premiada. Agradeceu o Arouca, cujo coletivo respirou de alívio quando Marco Ferreira apitou pela última vez.

MELHOR EM CAMPO - Goicoechea

O guardião uruguaio começa a época a justificar o estatuto de reforço. Ontem foi uma autêntica muralha a travar o ímpeto do Estoril, graças a um punhado de defesas de elevado nível que valeram a conquista de um ponto.

ÁRBITRO

O madeirense Marco Ferreira não teve lances de grande dificuldade para avaliar. Aplicou quase sempre bem a lei da vantagem, mas houve disputas no miolo em que fechou os olhos.

MOMENTO

O central Rúben Fernandes abordou mal a disputa aérea (16’) em que tinha tudo para cortar a bola e permitiu que Pintassilgo ficasse isolado perante Vagner, no lance que resultou no 1.º golo do jogo.

NÚMERO

1. O Arouca melhorou o desempenho e, depois de duas derrotas a abrir a Liga da época passada, a maturidade que ganhou entretanto já valeu a conquista de um ponto.

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