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Leia a crónica do Gil Vicente-Estoril, 1-3...
Jogo de nervos em Barcelos acabou com um final feliz para as duas equipas, mas não impediu o Gil Vicente de apanhar um valente susto numa partida em que a formação orientada por Marco Silva deu um recital de futebol.
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Começaram melhor os minhotos com um golo (24’) pleno de oportunidade do central Sandro, na sequência de um canto, a dar ânimo ao coletivo e a quebrar toda a ansiedade que a amplitude do futebol do Estoril revelou no arranque.
Contudo, o tento contra o voo dos canários apenas proporcionou uma aparente tranquilidade, uma vez que o Gil acabou por ser incapaz de suster toda a dinâmica que o Estoril continuou a imprimir, mesmo perante a falta de discernimento que Licá e Luís Leal denotaram durante todo o primeiro tempo.
Após o período de descanso o desenrolar do jogo não sofreu alterações, mas a postura do Estoril foi mais incisiva. A equipa apresentou-se mais esclarecida no desenho dos lances de ataque e com outra objetividade. Um volume, contudo, ainda sem expressão, não só pela persistente ineficácia do tridente ofensivo, mas também pelo nervoso miudinho momentâneo fruto da informação que chegava via rádio com a vantagem do Rio Ave em Guimarães.
Uma conjugação de resultados que deixava o Estoril fora da Europa, mas que nunca afetou o fio de jogo. A dinâmica nunca sofreu danos e as notícias só serviram para aumentar a pressão sobre um Gil Vicente cada vez mais recolhido ao seu meio campo e em dificuldades para suster as situações de perigo que se acumulavam junto da baliza de Murta. Um caudal de tal ordem que o golo de Steven Vitória (55’) não constituiu surpresa.
Desnorte
O tento da igualdade colocou a nu todo o desespero gilista sem segurar o resultado. Um dado inequívoco e que pouco depois potenciou a grande penalidade infantil cometida por Murta, num lance em que o guardião saiu mal e acabou por ser expulso. O inevitável Steven Vitória carimbou a cambalhota no marcador e abriu caminho para uma ponta final avassaladora que ainda permitiu a Luís Leal estabelecer o resultado final que segurou o histórico 5.º lugar e consequente apuramento para a Liga Europa.
Árbitro: Pedro Proença (Nota 4)
Eficaz. Não hesitou em validar o golo do central Sandro (24’), nem em expulsar o guardião Murta (65’), naquelas que foram as decisões mais complicadas que a partida proporcionou.
MOMENTO
O apito final de Pedro Proença oficializou um resultado que serve os objetivos das duas equipas, mas só a formação do Estoril e as duas centenas de adeptos que os seguiram até Barcelos festejaram.
CASO
Luís Leal isolado por Licá (64’) domina mal o esférico e permite a saída de Murta, mas o guardião atrapalhou-se com o lance, perdeu a noção da bola e acabou por cometer grande penalidade.
NÚMERO
5 - O lugar do Estoril na classificação final é histórico e premeia o desempenho fantástico de uma equipa subiu à 1.ª Liga na época passada.
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