João Tocha: «O poder não pode cair na rua»

reação do ASSESSOR DE MÁRIO FIGUEIREDO

João Tocha: «O poder não pode cair na rua»
João Tocha: «O poder não pode cair na rua» • Foto: PEDRO FERREIRA

João Tocha, diretor de comunicação da Liga e assessor de Mário Figueiredo, reagiu este sábado ao movimento de clubes que pretendeu organizar uma assembleia geral.

"Gosto cada vez mais do futebol total: os papas do futebol, a quem nos habituámos a ver, legitimamente, há décadas seguidas nas direcções dos clubes, acusam o presidente da Liga, eleito há dois anos e pouco, e a dois meses do final do mandado, de estar agarrado ao poder. Este, para acautelar a imagem pública, o bom nome da instituição e evitar distúrbios, encerra os serviços da Liga", referiu na sua página no Facebook.

"Não estava autorizada nenhuma assembleia geral pelos órgãos competentes, nem havia sido solicitado o auditório para uma reunião de clubes. Tal como o poder democrático reside no povo, jamais será permitido ao povo entrar pela Assembleia da República a dentro ou pelo Conselho de Ministros sem a autorização dos órgãos competentes. O poder não pode cair na rua, embora no futebol já ande muito pelas ruas da amargura", acrescentou.

O responsável pela área estratégica da Liga foi mais longe: "Alguns dirigentes não estão preocupados com as receitas dos direitos de transmissão televisiva que não recebem, nem estão preocupados com as receitas das apostas online que não recebem. Nem estão preocupados com os patrocínios que não podem ter das casas de apostas. Nem estão preocupados com uma Liga a quem os interesses empresariais e situacionistas decretaram a sentença de morte e a concentração em sede de poder mais controlado. Esta situação vai somar aos custos da credibilidade e da confiança a instabilidade que vai ser causada pela atitude daqueles que ao fim de um mês ou uma partida de futebol vão exigir a cabeça dos futuros presidentes da Liga."

Para João Tocha, há em tudo isto responsabilidades a dividir também pela FPF.

"O presidente Fernando Gomes, e a sua equipa, a quem de todo esta situação não é alheia, no início, no meio e no fim, já devia ter entrado em ação. Aqui não há culpados nem inocentes. Têm de haver responsáveis com a responsabilidade e o sentido do momento para agir e meter ordem na caserna, em todos os seus compartimentos. Eu já trabalhei com três presidentes da Liga e a todos eles vi serem feitas acusações e criticas insultuosas, por tudo e por nada. Neste mandato, como o poder instalado e os interesses foram seriamente abalados, e antes que as autoridades decidam o que está para decidir, temos assistido desde o início do mandato, ao estrangulamento financeiro e técnico da Liga", precisou.

"Temos uma FPF que nada em dinheiro e competências e que foi levada ao mundial por Cristiano Ronaldo e uma equipa de excelentes jogadores, o que afastou, por algum tempo, a instabilidade e a crítica sobre a acção da FPF.

Por fim, e para que tudo fique claro, participei nas eleições de Hermínio Loureiro e de Fernando Gomes para a Liga, participei nas eleições de Fernando Gomes e da sua equipa para a FPF, não participei na eleição de Mario Figueiredo para a Liga, pois estava do lado de António Laranjo, que perdeu as eleições e não fez campanha. Fui chamado para ajudar Mario Figueiredo numa fase complicada da Liga pelo então secretário geral da Liga, o excelente profissional, Tiago Craveiro. Recusei o primeiro convite e aceitei o segundo", afirmou ainda.

Para concluir:

"Estarei na Liga a servir este presidente e a instituição tal como servi os anteriores, com lealdade, com a frontalidade de dizer o que penso internamente, e com as possibilidades que tiver. Até ao fim do mandato.

Com o respeito institucional que sempre tive por todos os clubes e presidentes, deixo aos adeptos e opinião pública o juízo sobre a credibilidade, os actos e o currículo dos protagonistas."

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