Liga Portugal discorda das declarações do Presidente da Associação de Treinadores

Relativamente à situação de Rúben Amorim, o organismo liderado por Pedro Proença defende a capacidade de autorregulação dos clubes

• Foto: Nuno Fonseca / Movephoto

A Liga Portugal emitiu, esta quinta-feira, um comunicado onde mostra a sua posição acerca das palavras proferidas por José Pereira, presidente da Associação Nacional de Treinadores de Futebol (ANTF), sobre a subida de Rúben Amorim à equipa principal do Sp. Braga, um pouco à imagem do caso de Jorge Silas no Sporting - treinadores que não possuem as habilitações necessárias para assumir o comando das formações principais em causa.

Nesse mesmo comunicado, o organismo liderado por Pedro Proença afirma que "não pode concordar" com as declarações proferidas por José Pereira, sublinhando que "a Liga Portugal e os clubes têm dado sinais claros da capacidade de autorregulação".

Leia o comunicado na íntegra

"A Liga Portugal tomou conhecimento do comunicado emitido pela Associação Nacional de Treinadores de Futebol (ANTF) e das declarações proferidas pelo seu Presidente, José Pereira, e não pode concordar com as mesmas.

A Liga é sensível aos argumentos apresentados pela ANTF, no que às qualificações profissionais dos treinadores diz respeito, no entanto nenhuma equipa técnica das competições profissionais é inscrita se não estiverem cumpridos os pressupostos regulamentares.

Os esforços têm sido evidentes, também, no que concerne à melhoria do Regulamento em vigor e, neste campo, a Liga Portugal e os Clubes têm dado sinais claros da capacidade de autorregulação, pelo que estranhamos as palavras proferidas esta quinta-feira.

A ANTF, que tem sido parceira da Liga Portugal em vários momentos, inclusive na organização de eventos com treinadores de Futebol, tem conhecimento que, em relação a este tema, a Liga tem ido além até do que está previsto na Lei.

Desde 2015, a Liga Portugal tem estipulado um conjunto de regras cada vez mais rígidas, desde a formação até à garantia do cumprimento salarial das equipas técnicas. Havendo esta parceria, e trabalho desenvolvido em conjunto, muito estranha que nunca a ANTF tenha vindo a público elogiar as medidas implementadas pelos clubes, e que, felizmente têm sido muitas, de rigor e boas práticas.

No verão de 2016, uma pequena fração do poder político tentou retirar à Liga e aos clubes a sua capacidade de autorregulação e a resposta, àquela data, foi inequívoca e unanime. A Liga Portugal e os clubes das competições profissionais jamais admitirão que tal volte a ser colocado em causa", pode ler-se.

Por Sérgio Magalhães
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