Pedro Proença: «0,3 por cento do PIB obriga a tutela a ter outra atenção...»

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• Foto: Lusa

Pedro Proença falou esta quarta-feira aos jornalistas após a Cimeira dos Presidentes começando por explicar os temas debatidos.

"Foi uma Cimeira com um discurso muito elevado. Saudamos a presença do Mafra e do Farense por estarem nos campeonatos profissionais e também a presença do presidente do Sporting, Frederico Varandas. Estas Cimeiras já têm um caráter regular. Foram discutidos diversos temas. Um primeiro com a dinamização da Liga Ledman Pro para os próximos dois anos, um segundo com os temas que foram levados na semana passada ao Secretário de Estado da Juventude e do Desporto, nomeadamente a preocupação que a Liga tem em discutir de novo a chave de repartição das apostas desportivas em ligas profissionais internacionais. Também a Lei da Violência no Desporto, cuja proposta que o Governo fez fica muito aquém das expetativas dos clubes", referiu o dirigente, sublinhando que "durante a final four da Taça da Liga, em Braga, haverá nova cimeira".

"Apresentámos também a nova Taça da Liga, que definirá o próximo campeão de inverno, na última semana do mês de janeiro de 2019", acrescentou.

Proença mostrou depois preocupação com o tema das apostas desportivas, dizendo esperar avanços por parte do governo: "Temos que elogiar a agregação dos clubes em matérias essenciais. O que Carlos Pereira referiu aqui é a grande preocupação que levámos ao Secretário de Estado, os clubes querem mais. Passados três anos das verbas distribuídas em apostas desportivas, os clubes reclamam para si uma parte muitíssimo importante relativamente a essa matéria nas ligas profissionais internacionais. Esta é uma discussão de inclusão. Os seguros de acidentes de trabalhos de jogadores continuam a ser discutidos… O que os clubes querem é deadlines objetivos por parte da tutela. Os clubes representam quase cerca 0,3% do PIB as contribuições do futebol profissional, são mais de 2.000 postos de trabalho diretos e isso obriga a tutela a ter outro tipo de atenção. A sensibilidade que obtivemos da tutela é que considerava as nossas ansiedades como algo que para eles tinha muito significado. Não admitimos outro cenário que não o de trabalharmos em conjunto para promovermos estas alterações. Apostas até 31 de dezembro de 2017 rondará qualquer coisa como 20 milhões de euros que os clubes reclamam e que consideram que devia-lhes ter sido reencaminhado. Queremos um aclaramento dessa portaria".

Carlos Pereira admitiu que os campeonatos podem parar, mas Pedro Proença acredita que é possível chegar a um acordo: "Todas as formas de protesto são de considerar. Mas também consideramos que há espaço suficiente para encontrarmos boas soluções, somos pessoas de discussão. Foi isso que fizemos com o Secretário de Estado na última semana, os elementos ficaram em cima da mesa".

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