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Zé Augusto Faria deixa claro que tem um enorme orgulho nos seus jogadores
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Naturalmente desapontado com o desaire diante do Estoril, que ditou a perda do título da Liga Revelação na última ronda, Zé Augusto Faria mostrou-se bastante crítico com aquilo que diz ter sido uma dualidade de critérios da equipa de arbitragem no encontro desta tarde, que ficou marcado por um final tenso. Ainda assim, o técnico dos homens de Matosinhos deixou claro que volta a casa de consciência tranquila e com orgulho nos seus pupilos.
"O que se passou foi que estiveram presentes dois históricos do futebol nacional. Quero relembrar algumas pessoas que talvez andem meias desligadas, ou a mais no futebol, que o Leixões faz no 28 de novembro 114 anos. Tem uma rica história atrás de si, marcada pelos Bebés do Mar, por aquilo que fez na formação e hoje o que se passou foi que se apresentou aqui com uma vontade enorme de ser campeão nacional e apesar de termos jogado com sete ou oito juniores, oito no primeiro ano de sénior, penso que dificultaram esse título. Queria deixar bem claro que tenho um orgulho tremendo e enorme nos meus rapazes e no trabalho feito até ao momento. Queria dar ênfase à parte inicial, com duas equipas com excelentes qualidade e bons executantes. Enquanto foi onze para onze fomos superiores, 10 para 11 estivemos mais perto de fazer golo", começou por comentar.
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Questionado diretamente do sucedido no final, o técnico deixou a sua visão. "No final o que aconteceu é que não é fácil ver um título fugir pelas mãos, quando é algo que não controlamos, que é por intermédio de terceiros. Estamos a falar de jovens, a iniciar carreira, a crescer, que são o futuro do fuebol nacional, numa competição que é fantástica, que promove os jovens... E que infelizmente por tudo aquilo o que viram não foi permitido alcançar o objetivo. O que vou fazer? Tenho um balneário inteiro de lágrimas nos olhos, tenho atletas que sentem este símbolo e que no fim não controlam as emoções, num lance junto do banco do Estoril. Querem que diga o quê? Se é lamentável? É. Se os condeno? Não. Sabem porquê? Porque é muito difícil controlar. As pessoas dizem que sou emotivo, é verdade, porque vivo este fenómeno de forma intensa. O futebol tem de ter emoção e paixão. É uma equipa à minha imagem e às gentes da cidade que representa. Merecíamos mais, merecíamos sem dúvida outros intervenientes à altura dos meus atletas e dos do Estoril também. Tudo o que aconteceu tem a ver com uma dualidade de critérios que vimos ao longo da partida"
"Hoje vou chegar a casa e vou dormir de consciência tranquila. Vou deitar-me com a sensação de dever cumprido. Se os outros fazem ou não, não compete a mim estar a julgar. No futebol tem de se falar de coisas positivas, não denegrir. Colocar o dedo na ferida, sim tem de ser feito, para corrigir, melhorar. Toda a gente erra, os meus jogadores também"
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"Não falei com ele, está a chorar, é o primeiro ano de sénior. No ano passado foi o melhor marcador dos campeonatos nacionais e curiosamente mata-se um jogador uma equipa assim. É este o caminho que queremos para a formação? Não se percebe... Todas as semanas ouvimos os atletas a falar para os árbitros. Um palavrão dentro de um campo de futebol é normal, é um desabafo. Este árbitro que deveria ter sido pedagógico, se chama à atenção, se dá o cartão amarelo, tínhamos jogo até ao final e uma boa festa. Mas não, inexplicavelmente dá um vermelho direto. Foi a interpretação dele. Por muito que andemos à volta disto... Sabemos como isto funciona, o futebol não acaba hoje. Tenho uma carreira pela frente e não quero ser já rotulado. O que aconteceu foi isto. Com nove fica mais difícil, mas mesmo assim acho que ainda chegamos, estivemos perto", concluiu.
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