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O clássico entre FC Porto e Benfica, dos quartos de final da Taça de Portugal, será marcado por intensidade elevada e margem de erro mínima, considerou Aloísio, antigo defesa dos dragões.
"São os dois maiores clubes de Portugal, rivais tradicionais, com camisolas pesadas e uma história muito grande. Isso faz com que seja sempre um jogo especial, diferente de qualquer outro", sublinhou o ex-internacional brasileiro à agência Lusa, enquadrando o duelo como um dos momentos maiores do futebol português.
Para Aloísio, essa condição de clássico reflete-se de forma direta na forma como o jogo é vivido dentro de campo, onde cada detalhe ganha importância acrescida: "É um jogo com uma pressão muito grande. Cada bola, cada espaço e cada duelo contam. Nos clássicos, o erro é mais castigado e, se se quer ganhar, é fundamental errar o mínimo possível".
O antigo defesa, que representou os dragões durante 10 épocas - de 1990/91 até 2000/01 - recordou que a preparação para um FC Porto-Benfica começava assim que o calendário anunciava o confronto, fosse no campeonato ou numa eliminatória.
"A motivação já está intrínseca. O jogador começa logo a mentalizar-se, com o trabalho do treinador, os vídeos, os detalhes da semana e também muito em função do momento da equipa", referiu.
Na análise de Aloísio, estes encontros decidem-se pela conjugação entre qualidade individual, organização coletiva e equilíbrio emocional: "As equipas grandes têm jogadores de qualidade, mas o controlo emocional é determinante. Cada jogada é vivida de forma diferente e o apoio do torcedor acaba por ser como mais um jogador em campo".
O antigo jogador destacou ainda o impacto do ambiente no estádio, considerando que a atmosfera se faz sentir muito antes do apito inicial, lembrando que "durante a semana já se nota algo diferente, nos jogadores, na cidade, na própria imprensa" e que "chegar a um estádio cheio, com o torcedor a vibrar, tem um impacto enorme no rendimento da equipa".
Do ponto de vista tático, Aloísio considerou que os clássicos são, por natureza, intensos e disputados, independentemente da estratégia adotada. "Pode-se pressionar mais alto ou jogar mais à espera, mas é sempre um jogo jogado a mil. Ganhar os duelos individuais é essencial para que o coletivo funcione", frisou.
Apesar de reconhecer que a experiência ajuda a lidar melhor com o contexto, o ex-internacional brasileiro defendeu que a pressão é transversal a todos, sejam "mais novos ou mais experientes", e "faz parte de um clássico desta dimensão".
Quanto ao desfecho do encontro, marcado para quarta-feira, às 20H45, no Estádio do Dragão, Aloísio admitiu que o momento favorece os dragões: "O FC Porto tem uma equipa dinâmica, está bem física e tecnicamente, atravessa um bom momento e joga em casa. Por isso, e apesar de ser o Benfica, acho que o FC Porto parte como favorito".
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