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Antigo jogador do Benfica alerta para a imprevisibilidade destes jogos, admitindo que fatores externos podem ser decisivos
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A superioridade psicológica e o melhor momento competitivo colocam o FC Porto em vantagem para o clássico com o Benfica, dos quartos de final da Taça de Portugal, afirmou o antigo defesa benfiquista Álvaro Magalhães.
Em declarações à agência Lusa, o ex-internacional português começou por sublinhar o peso específico da Taça de Portugal no planeamento das épocas dos grandes clubes, lembrando que se trata da última grande decisão interna da temporada.
"O campeonato é sempre o primeiro objetivo, mas a Taça de Portugal é fundamental. Muitas vezes, quando se perde o campeonato e se ganha a Taça, a imagem final acaba por ser diferente", explicou.
Para Álvaro Magalhães, é nesse enquadramento que um FC Porto-Benfica ganha contornos próprios, independentemente da competição, lembrando que "são dois clubes que lutam sempre para ganhar o campeonato e a Taça" e destacanado a importância da preparação mental para enfrentar um clássico.
Otamendi é o líder, o capitão, um jogador experiente e em grande forma. É uma ausência que faz falta ao Benfica, sobretudo num jogo desta dimensão
Antigo jogador do Benfica
"O futebol joga-se muito na cabeça. A parte psicológica é fundamental. Há muitos jogadores com grande qualidade técnica e física que não conseguem triunfar em equipas grandes por não serem fortes mentalmente", defendeu, acrescentando que "quem é fraco psicologicamente não tem hipótese" em clubes como Benfica ou FC Porto.
O antigo defesa recordou que, no seu tempo, a preparação para estes encontros começava logo no início da semana, mas sem dramatização excessiva.
"Era trabalhar bem, descansar bem, estudar o adversário e seguir em frente. O nervosismo não pode existir quando se veste uma camisola como a do Benfica ou do Porto. É preciso personalidade", frisou.
Álvaro Magalhães, que jogou no Benfica entre 1981/82 e 1989/90, destacou ainda o impacto do ambiente nos estádios, considerando-o uma componente decisiva, mas também parte integrante do desafio.
"O que vem de fora para dentro é muito importante. Jogar na Luz ou no Dragão tem sempre uma pressão enorme, mas é uma pressão saudável. Dá gozo jogar assim", disse.
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Comparando gerações, o antigo internacional considerou que a pressão no passado era, em alguns aspetos, ainda mais intensa: "Chegámos a jogar com 120 mil pessoas. Quem aguenta isso, aguenta qualquer coisa. Essa pressão faz parte do sucesso de um jogador numa equipa grande".
Sobre o clássico da quarta-feira, Álvaro Magalhães reconheceu que o momento favorece os dragões, considerando que "o FC Porto está melhor, lidera o campeonato, joga melhor e está mais forte fisicamente" e "preparou-se para ganhar o campeonato e a Taça de Portugal".
Ainda assim, alertou para a imprevisibilidade destes jogos, admitindo que fatores externos podem ser decisivos, porque "muitas vezes, a equipa que está menos bem acaba por ganhar. O fator sorte tem muita importância nos clássicos".
Relativamente à ausência do capitão benfiquista Nicolás Otamendi, Álvaro Magalhães admitiu impacto negativo: "É o líder, o capitão, um jogador experiente e em grande forma. É uma ausência que faz falta ao Benfica, sobretudo num jogo desta dimensão".
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