André Simões e Thomas Militão são produtos da casa nas Caldas

Chegaram no Caldas em 2001. Agora são peças chave

• Foto: Carlos Barroso

A vida por vezes é uma novela que nos coloca na pele de atores principais sem darmos conta. É o caso do médio André Simões e do defesa Thomas Militão. Entraram nas camadas jovens do Caldas em 2001: Simões nos sub-11 e Militão para os sub-9. Duas caminhadas como tantas outras que, nas suas fases mais embrionárias, estavam longe de augurar o que o presente lhes coloca pela frente.

Numa pequena sala de reuniões com vista para o relvado do Campo da Mata, os dois revelam ao nosso jornal alguns pormenores da já longa estadia no clube da terra. "Na formação foi sempre o Caldas e nunca pensei ir para outro lado. Nos seniores já costumam haver propostas, mas no meu caso nunca houve nada concreto que me fizesse ir embora. Fui ficando e agora estou aqui... e nunca pensei que isto acontecesse. Normalmente o objetivo é tentar chegar à fase onde os clubes grandes entram no sorteio. Tentar jogar com Benfica, Sporting ou FC Porto. Nunca é com o foco de chegar a algum lado, é sim de nos batermos com os grandes. A festa da taça é isso", conta Simões, de 27 anos, que neste momento está à procura de trabalho e é dos poucos que encara o futebol a tempo inteiro.

Já Militão, de 26 anos, revela que esteve para sair na formação, mas preferiu destacar a página bonita que, tanto ele como os colegas, estão a escrever no ‘livro’ da história da equipa caldense. "Nas camadas jovens estive quase a ir para a U. Leiria, mas acabei por recusar. Nunca foi nada certo. Para trocar o Caldas tem de ser por um clube que tenha objetivos superiores. Sempre me senti muito feliz e agora nem tenho palavras. Nunca imaginei na minha carreira estar a disputar as meias-finais da Taça de Portugal. Eu e todos os meus colegas porque há muitos grandes jogadores da 1ª Liga que não conseguem… e isso ainda abrilhanta mais as coisas para nós", destaca.

Assertivos e sem rodeios, não se inibem em apontar as principais fortalezas do plantel de que fazem parte. "A humildade e a amizade, somos muito trabalhadores. Temos a consciência que temos que trabalhar o dobro do Aves", sublinha Thomas Militão. Por sua vez, Simões fala em "qualidade". "Não somos apenas esforçados, para estarmos aqui é porque temos alguma qualidade", afirma.

Por Daniel Monteiro
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